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Sonho na imprensa

Planeta Sustentável - 2012-05-04

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Ser rico e ter carrão é muito "anos 90"

Natália Garcia - 28/03/2012 às 18:36

 

Outro dia, tomando café da manhã na padaria, encontrei um antigo colega de redação. Ele contou que estava envolvido em uma pesquisa sobre novas formas de se relacionar com a cidade. “E qual será o resultado dessa pesquisa?”, perguntei a ele, animada. “Uma campanha publicitária de carros, mas com foco nos jovens”, ele me respondeu.

 

Claro, fiquei desapontada. Vender mais carros é alimentar um modelo falido de mobilidade urbana que já saturou as vias da cidade. Mas, depois de refletir, concluí que o tal “público jovem” que seria atingido pela campanha JÁ SABE que as cidades estão saturadas de carros. E as empresas montadoras perceberam isso. A GM americana, por exemplo, encomendou uma pesquisa à MTV Scratch (órgão da emissora que realiza pesquisas e indicadores sobre o público jovem) para tentar entender como vender carros à geração nascida nas décadas de 80 e 90. A pesquisa, citada no excelente site The City Fix Brasil, perguntou aos jovens quais eram suas 31 marcas favoritas – e as de carros passaram longe das 10 primeiras.

 

No Brasil, a agência Box 1824 realizou uma pesquisa chamada O Sonho Brasileiro, em que tentou mapear o perfil dos jovens formadores de opinião da geração atual e seus anseios para o futuro. O padrão dos sonhos dos mais de mil entrevistados pelo país se divide assim:

 

55% querem formação profissional e emprego (sendo que 24% desejam especificamente exercer a profissão dos seus sonhos)

15% querem uma casa própria

9% querem dinheiro

6% querem constituir uma família

3% sonham com bens de consumo específicos, como carro, moto ou eletrodomésticos

 

Curioso, não? O carro, que representava o sonho da liberdade para a geração anterior só está nos anseios de 3% dos jovens atuais. A pesquisa mergulhou na história para tentar entender como chegamos ao padrão atual.

 

A evolução do jovem

De acordo com essa mesma pesquisa, o perfil dos jovens e de suas aspirações foi evoluindo ao longo da história no brasil. Nas décadas de 50 e 60, os jovens buscavam liberdade de escolha e de expressão e, para isso, precisaram confrontar padrões sociais tradicionais e revolucionar costumes. A partir de sua conduta individual, e influenciados por movimentos de contracultura, enfrentaram os moralismos da sociedade. Esse período é marcado por sonhos idealizados.

 

Em seguida, a década de 70 foi a fase das utopias, dos mártires e das revoluções armadas. Em um Brasil sob ditadura militar, as gerações jovens foram muito influenciadas pela ideologia das revoluções socialistas e pelas lutas armadas contra as demais ditaduras latino-americanas. Os jovens eram movidos por um forte idealismo, com posturas ideológicas fechadas e acreditavam no confronto direto – o que os levou a aderir à luta armada e fez com que fossem, em muitos casos, reprimidos e torturados. O que movia cada jovem era o sacrifício pessoal pelo coletivo, era o sonho de um mundo radicalmente melhor após a revolução.

 

Quando, então, a ditadura começou a se amainar em direção à redemocratização, os movimentos estudantis foram perdendo sua força. Em paralelo, o país passou por diversas crises econômicas – batendo recordes históricos de inflação – até atingir maior estabilidade financeira com o plano real, em 1994. Os jovens das décadas de 80 e 90 bebem em uma nova influência: a ideologia norte-americana ‘Yuppie’ – individualista, imediatista e competitiva. Esses jovens passam a sonhar com o êxito profissional, o poder de consumo, sucesso e enriquecimento rápido. Deixam de se dividir a partir de ideias político-partidárias ou revolucionárias e passam a integrar inúmeros novos grupos urbanos.

 

E aí chegamos aos jovens dos anos 2000 e 2010. Em um Brasil muito mais estável economicamente, com o sétimo maior PIB do mundo, os jovens de hoje se deparam com mais ferramentas de ação à sua disposição – e muitos deles partem efetivamente para a ação, sem esperar que mais ninguém faça isso por eles. É uma geração que já nasce conectada ao mundo a partir das redes sociais e que se contrapõe ao individualismo dos pais. É gente que entende o risco de escassez dos recursos naturais do planeta e se apropria de discursos mais conscientes, responsáveis e sustentáveis.

 

O jovem de hoje

 

Para a geração atual, o Brasil não é o país do futuro, mas do presente. A pesquisa aponta que 89% dos entrevistados têm orgulho de ser brasileiro e 76% acreditam que o país está mudando para melhor. O jovens atuais se colocam como agentes diretos de microrevoluções. Em vez do individualismo e da busca pelo sucesso ou enriquecimento, é muito mais comum o pensamento que diz “meu bem estar depende do bem estar do outro”. A grande maioria, como mostram os dados citados acima, se preocupa em ter um bom emprego e uma boa formação. E 90% de todos os entrevistados disseram ter interesse em trabalhos que promovam o bem-estar social dos outros.

 

É nessa atual geração, segundo a pesquisa, que se percebeu um novo personagem: o jovem-ponte. O indivíduo que se relaciona com diversos grupos de influência e atua diretamente para modificar e melhorar a realidade ao seu redor.

 

Nesse atual panorama, a posse em si dos carros não é vista necessariamente como um problema pelos jovens de hoje. Mas deixou de ser almejada como sinônimo de liberdade – convenhamos: nada MENOS livre do que ficar preso em um congestionamento por algumas horas. Basear a mobilidade urbana de uma cidade no transporte particular feito em carros é insistir na ultrapassada lógica individualista da competição, uma ideia velha que, apesar de ainda nortear as políticas públicas atuais, está fadada à decadência.

O Estado de S. Paulo - 2011-10-02

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No Palco do Rock, o grito de Dinho pela liberdade de imprensa

Experiente líder do Capital Inicial revitaliza debate sobre a politização dos jovens


Por Julia Duailibi


Em 1985, o Brasil assistia àprimeira edição do festival de música Rock in Rio. No quinto dia do encontro, 15 de janeiro, enquanto bandas como AC/DC e Barão Vermelho se revezavam no palco da Cidade do Rock, o País vivia um momento de otimismo: Tancredo Neves e José Sarney eram eleitos pelo Colégio Eleitoral presidente e vice-presidente do País, depois de duas décadas de ditadura.


Passados quase trinta anos e seis eleições diretas para presidente, José Sarney voltou a aparecer como protagonista político na quarta edição brasileira do festival. Mas, dessa vez, as menções ao presidente do Senado ocorreram em contexto menos elogioso e de maneira mais direta.


“Essa daqui, velho, é para as oligarquias, cara, que parecem ainda governar o Brasil. Que conseguem deixar os grandes jornais brasileiros censurados durante dois anos, como o Estado de S. Paulo. Cara, coisas inacreditáveis... Essa daqui é para o Congresso brasileiro. Essa daqui é em especial para o José Sarney. Isso daqui se chama Que País é Este”, anunciou o vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, para umamultidão de cem mil pessoas, no dia 24.


Expoente da geração dos anos 80 do rock nacional, que usou a música como forma de protesto político, Dinho referia-se à censura de 793 dias a que o Estado está submetido desde que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal proibiu o jornal de divulgar informações sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado.


Aos 47 anos, o músico cantou o clássico de Renato Russo, escrito em 1978, época em que o País vivia uma asfixia política e se preparava para ingressar no cenário de instabilidade econômica dos anos 80. Na plateia do Rock in Rio, milhares de jovens de uma outra geração. Pessoas que nasceram quando já se podia votar para presidente. Jovens que ouviram falarde “plano econômico”, “Cruzeiro” ou “Cruzado” pelos livros escolares e que usam as mídias sociais como forma de protesto, principalmente em questões comportamentais. Enquanto Dinho cantava para essa plateia, amultidão gritava: “Ei, Sarney, vai tomar...”.


Dinho, que diz já ter cogitado se candidatar e conta preferir ler a cobertura jornalística nacional à cultural, conversou sobre política com o Estado na sexta-feira, no Rio: “Está se caminhando para um Brasil moderno enquanto formas muito arcaicas de fazer política continuam enraizadas. Não é possível que o Brasil moderno possa coexistir com o Brasil desses coronéis e oligarcas neandertais”. Em seguida, ponderou: “Neandertais no sentido antigo, não no cerebral”.


Ele dizque são “alarmantes” as agressões à liberdade de imprensa na América Latina. “Quando se resumia a países menores, você conseguia caracterizar como, talvez, um espasmo patrocinado pelo Hugo Chávez (presidente da Venezuela)”, disse. “Mas fica mais grave quando você pega um país com as proporções da Argentina, país que até há pouco tempo era o mais desenvolvido da América do Sul. Aí começo a ficar preocupado. E o mais grave é que a Cristina (Kirchner, presidente) vai se reeleger”, completou.


Para o músico,“historicamente a América Latina tende a caminhar em manada”. “O que acontece num país frequentemente acontece nos outros: o regime militar, a redemocratização e até os movimentos de independência, se quiser ir mais longe”, avaliou. “Congressos do PT falando em controle da imprensa, em regulamentar a imprensa... Não sei o que eles têm em mente, se é algo à la Stalin. O que querem exatamente? A mim parece que as leis existem para coibir abusos: se você se sentir insultado, afrontado ou lesado por alguma notícia”, completou.


Geração. O jornalista e crítico musical Arthur Dapieve diz que a politização foi um marco da geração de Dinho, a dos anos 80, principalmente entre bandas como Legião Urbana e PlebeRude. “A politização caiu muito com a democratização. Mais fácil ser politizado quando há um antagonista claro, como os militares, a ditadura”, disse. “Os jovens da atualidade não passaram por hiperinflação, por privações maiores, grande crises econômicas. E aquela coisa: se a economia vai bem, eles não veem maiores razões para protestar. Mesmo que façam coro com o Dinho na hora que toca Que País é Este. Há um certo entorpecimento que a boa fase econômica cria. Não só nos jovens, mas com boa parte da população”, avalia.


Para a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, ligada à Presidência da República, não dá para fazer uma comparação entre as gerações. “Hoje a juventude tem um conjunto de pautas, e os grupos se articulam em favor das suas demandas. Não são bandeiras únicas. Então, aparentemente, dá a impressão de que há um processo de desmobilização”, afirmou. “Há jovens que não se organizam mais pelo sistema tradicional de partidos, sindicatos ou movimento estudantil. Mas a partir de seu grupo cultural, de sua comunidade, do movimento de periferia, nos grupos GLBT”, declarou.


Líder do movimento estudantil dos caras-pintadas, que foi às ruas pedir a queda de Fernando Collor em 1992, o senador Lindberg Farias (PT-RJ) diz que a geração dele “não era melhor” do que a atual: “Essa é uma geração mais antenada, que aceita mais diversidade e tem mais senso ético. Não é correto dizer que está na rua ou é alienada. Para aglutinar, precisa de crise. Felizmente, não temos mais isso”, afirmou.


As conjunturas econômica, política e até educacional pesaram em outros lugares do mundo e levaram, neste ano, milhares de jovens, de realidades díspares, às ruas da Grécia, da Espanha, do Chile e, inclusive, emWall Street, coração financeiro dos Estados Unidos. A “primavera árabe”, que derrubou ditadores do OrienteMédio, tornou-se símbolo político desses movimentos. Em reportagem publicada na semana passada, o New York Times disse que os jovens desta geração vão para as ruas porque não têm fé nas urnas e porque veem com “desconfiança e até desprezo os políticos tradicionais e o processo político democrático”.


O sociólogo Gabriel Milanez, da empresa de tendências Box 1824, coordenou a pesquisa O Sonho Brasileiro, com pessoas entre 18 e 24 anos, concluída em 2011 (leia acima). “Hoje a noção de política do jovem é menos partidária. Ele não pensa política pelo viés do partido ou da política institucional de Brasília. Expandiu a noção política para outras esferas.”


Veterano. Dinho Ouro Preto também acha que os jovens hoje são mais “despolitizados”. “Eles cresceram num País muito diferente do nosso. Isso favorece um distanciamento, ao menos dos garotos de classe média. Aliado ainda à percepção de que o País está crescendo, talvez os torne mais egoístas”, afirmou o músico. Ainda assim, ele diz que, como “veterano”, leva para a plateia “os temas políticos da semana”.


Foi o que fez no Rock in Rio, sábado passado. “Mas você pensaem falar alguma coisa e na hora não sai como você quer. Você está emocionado, tem muita gente gritando. Então, você acaba não sendo tão eloquente quanto gostaria de ter sido”, afirmou.


“Gostaria de ter dito mais.Você acaba soltando um apanhado do que gostaria de dizer. Não consegue o mesmo foco que seria necessário. Mas é um show de rock, não é um comício. O seu coração vai a 180 batimentos por minuto, sei lá a quanto vai”, contou.


As declarações do músico lhe renderam críticas. No Maranhão, Estado de Sarney, o deputado estadual Magno Bacelar (PV) disse que pedirá uma moção de repúdio contra Dinho. “Muitos dos metaleiros vão ali drogados, maconhados”, declarou o parlamentar.


Dinho disse ter achado o episódio “engraçadíssimo.“O cara que falou isso é do PV! O PV, na verdade, não é nada do que eu achava. É do Zequinha (Sarney), filho do cara. Me interessei pelo PV por causa do Gabeira, mas percebi que é um partido muito heterogêneo”, afirmou. O músico conta que votou na última eleição em Marina Silva, do PV. No segundo turno, anulou o voto. “Sempre votei no Lula. Parei depois do mensalão. Não acho o Lula corrupto, eu faço uma boa avaliação do governo dele. Mas o grande erro foi a condescendência com aliados e com a coalizão que o sustentou”, disse.


Dinho diz que o próximo CD do Capital terá conteúdo político. A riqueza das Nações, em referência ao pai do liberalismo, Adam Smith, trará o verso “vamos fazer uma revolução”. Tema atual, com certa dose de saudosismo.


(imagem: Fabio Motta/ AE)

Globo - 2011-08-26

tv

Sonho Brasileiro e Jovens-Ponte no Fantástico

Programa Fantástico apresenta o conteúdo do estudo Sonho Brasileiro e entrevista jovens-ponte.

Globo - 2011-08-26

tv

Jovens-Ponte e Sonho Brasileiro no Esquenta!

Programa Esquenta!, com Regina Casé, recebe jovens-ponte e apresenta resultados do estudo Sonho Brasileiro.

Meio & Mensagem Online - 2011-08-12

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Colmeia ajuda Itaú a realizar sonhos

Mais de dois milhões de jovens brasileiros executam projetos para mudar a sociedade e criar um Brasil melhor, foi o que identificou a pesquisa “O Sonho Brasileiro” realizada pela Box1824. Engajado pelos dados, o Itaú disponibilizou um aplicativo no Facebook para reunir esses “transformadores”.

Com criação e produção da Colmeia, o aplicativo busca transformar sonhos em realidade por meio da conexão entre as pessoas, já que reunirá quem quer tansformar o mundo para melhor.

Estamos observando uma grande mobilização social no Brasil e no mundo. E elas estão acontecendo a partir da rede. Sabemos que os jovens estão conectados, compartilhando seus ideais o tempo todo, e acreditamos que a rede de transformadores é um excelente canal para isso”, conta Eduardo Camargo, um dos sócios da Colmeia.

Para a divulgação, o cantor Emicida e a apresentadora Sophia Reis convidam os internautas a realizar pequenas mudanças a partir dos seus sonhos.


PropMark - 2011-08-12

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Itaú Cultural promove seminário Diálogos sobre o sonho brasileiro

O Itaú Cultural promove, entre os dias 15 e 16 de agosto, na Sala Itaú Cultural, em São Paulo, o seminário “Diálogos sobre o sonho brasileiro”, que discutirá o que jovens de 18 a 24 anos pensam sobre temas como política, economia, educação e cultura. O evento tem como base a pesquisa "Sonho brasileiro", realizada pela Box1824, empresa de mapeamento de mercado e tendências de comportamento de consumo. Profissionais da Box1824, como João Cavalcanti e Carla Mayumi, participarão do debate, que contará, ainda, com a presença dos jornalistas Flávio Paiva e Gilberto Dimenstein e da pedagoga Dagmar Garroux, entre outros convidados. A programação completa está disponível no site do Itaú Cultural.

Veja - 2011-08-12

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Seminário revela a perspectiva dos jovens brasileiros

São Paulo - O que os jovens de 18 a 24 anos pensam sobre política, economia, educação e cultura? É o que questionará o seminário Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro, organizado pelo Itaú Cultural. Segundo o comunicado da assessoria de imprensa, no evento, que ocorre entre os dias 15 e 16, serão debatidos projetos e ideias de grande impacto no Brasil, a partir do ponto de vista desta geração.

De acordo com a assessoria de imprensa, "a ação tem como base a pesquisa 'Sonho Brasileiro', realizada pela Box1824, que investigou como os jovens ressignificam as diversas esferas da sociedade." Ainda, segundo a assessoria de imprensa, durante o seminário, haverá um "mapeamento de mercado e tendências de comportamento de consumo" da América Latina, com a participação de pesquisadores.

"O mediador do debate será Luiz Algarra e o evento contará com a participação de jovens transformadores - mapeados pela pesquisa - e convidados como Dagmar Garroux (Tia Dag), Gilberto Dimenstein, Luis Fernando Guggenberger, Affonso Romano Santanna, Pablo Capilé, Flávio Paiva, entre outros. Serão duas mesas por dia, sendo a primeira às 10h15 e a segunda às 14h30, no espaço Itaú Cultural (SP). A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos 30 minutos antes", informa a assessoria.

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Estadão - 2011-08-12

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Seminário revela a perspectiva dos jovens brasileiros

AE - Agência Estado

O que os jovens de 18 a 24 anos pensam sobre política, economia, educação e cultura? É o que questionará o seminário Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro, organizado pelo Itaú Cultural. Segundo o comunicado da assessoria de imprensa, no evento, que ocorre entre os dias 15 e 16, serão debatidos projetos e ideias de grande impacto no Brasil, a partir do ponto de vista desta geração.

De acordo com a assessoria de imprensa, "a ação tem como base a pesquisa ''Sonho Brasileiro'', realizada pela Box1824, que investigou como os jovens ressignificam as diversas esferas da sociedade." Ainda, segundo a assessoria de imprensa, durante o seminário, haverá um "mapeamento de mercado e tendências de comportamento de consumo" da América Latina, com a participação de pesquisadores.

"O mediador do debate será Luiz Algarra e o evento contará com a participação de jovens transformadores - mapeados pela pesquisa - e convidados como Dagmar Garroux (Tia Dag), Gilberto Dimenstein, Luis Fernando Guggenberger, Affonso Romano Santanna, Pablo Capilé, Flávio Paiva, entre outros. Serão duas mesas por dia, sendo a primeira às 10h15 e a segunda às 14h30, no espaço Itaú Cultural (SP). A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos 30 minutos antes", informa a assessoria.

Coluna Flávio Paiva (Diário do Nordeste) - 2011-08-18

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Sobre o sonho da juventude

A sociedade brasileira é historicamente aberta; o que faz do Brasil um país que não tem medo de mudar, nem de ensaiar novas experiências. Esse ativo, próprio da miscigenação e sua textura multiétnica, é um diferencial comparativo de grande valor no redesenho geopolítico e econômico mundial. Basta observar que enquanto parte significativa da juventude dos países mais industrializados entra em fechamento nacionalista, um número expressivo de jovens brasileiros trama novas identidades em arranjos culturais compartilhados.


O mapeamento dos valores, crenças, visão de país e de novos modelos de ação coletiva, que estão na perspectiva dos brasileiros de 18 a 24 anos, aparecem com evidente otimismo no relatório da pesquisa “O Sonho Brasileiro”, realizada entre dezembro de 2009 e junho de 2011, pela Box 1824, com apoio do banco Itaú. Estive na terça-feira passada, 16, no Itaucultural, em São Paulo, como debatedor dos aspectos de Fusões Criativas presentes nesse projeto e reforcei o meu alinhamento com esse sonho, no que ele tem de pulsão desejante e potencial transformador.


O trabalho foi construído a partir de pesquisas qualitativas, envolvendo jovens atuantes de Porto Alegre, Recife, Rio e São Paulo, conversas em grupos, aprofundamento de hipóteses e análise geracional comparativa, com base nos códigos fixados pela indústria cultural a partir da 2ª Guerra, para chegar de modo contundente à pesquisa quantitativa, que foi aplicada nas classes A, B, C, D e E, com 1.784 entrevistas, feitas em 173 cidades de 23 estados brasileiros. Dos vários percentuais positivos resultantes, pode-se ver que 89% dos jovens pesquisados têm orgulho de ser brasileiros, 76% sentem que o Brasil está mudando para melhor e 87% veem o Brasil como um país importante no mundo de hoje.


Tomando como referência dados do IBGE (Censo 2000, com estimativa para julho de 2009), a Box calculou que no Brasil existem hoje cerca de 25 milhões de jovens na faixa entre 18 e 24 anos, dos quais aproximadamente dois milhões foram classificados por ela como jovens-ponte; aquele que “funciona como catalisador de ideias, gerando um novo tipo de influência, que se dá pela transversalidade”. Coloquei no debate a sugestão de mudança da metáfora para jovem-roteador, pois, diferentemente da simples ligação de pontos, com a finalidade de permitir a passagem por cima de si, o roteador tem a capacidade de interligar redes e de dinamizar o fluxo de dados, escolhendo o melhor caminho.


O maior sonho da juventude brasileira é a formação profissional e o emprego (55%). Mas para ser sonho mesmo os entrevistados realçam que querem mais do que fugir da síndrome da inutilidade; querem associar o trabalho à realização pessoal e comunitária, tanto que 74% sentem-se na obrigação de fazer algo pelo coletivo e 79% mostram-se dispostos a reservar parte do tempo para ações em favor da sociedade. O estudo faz uma importante ressalva, com relação a possíveis dissonâncias entre o que dizem e praticam os entrevistados: “Conectar-se com o discurso coletivo não significa necessariamente já estar agindo pelo coletivo”.


Ao mesmo tempo em que se nota uma vontade corditiva de praticar os seus sonhos percebe-se uma certa vulnerabilidade no ambiente de afirmação desses jovens que vivem uma fase de destacado poder de influência com relação aos mais novos e aos mais velhos. Quando dizem que topam agir com honestidade para ajudar a transformar o Brasil (56%) podem estar dizendo que esperam algum exemplo a seguir. Esse quadro da falta de papeis-modelo traz ainda como complicador o momento de vergonha democrática vivido no Brasil em decorrência da prática corrupta de muitos dos integrantes da geração anterior que hoje estão no poder e que em sua juventude levantaram a bandeira da moralidade social e política.


Reinaldo Pamponet, que desde 2003 dedica-se a projetos culturais envolvendo jovens, a exemplo da Eletrocoperativa e da Rede Itsnoon, declarou no debate seu ceticismo quanto ao propósito dos jovens-roteadores de agir pelo coletivo. Para ele, a regra gerada pela ausência de referenciais de liderança no país é a da criação de jovens-escada, aqueles que querem se dar bem de qualquer jeito. Defensor do modelo de sociedade em rede, acredita que o melhor caminho para o que chama de venda de subjetividades está na iniciativa privada, onde a agenda é mais clara do que no mundo estatal.


O estudo sobre o “Sonho Brasileiro” é desafiador porque revela um dilema entre o potencial de realização e a possibilidade de frustração de uma juventude que parece estar mais bem preparada para buscar um novo estilo de vida, menos corrosivo do que o modelo consumista atual, do que as elites econômicas, intelectuais, sindicais, religiosas, políticas e culturais do país. Além da reinvenção dos padrões de produção e consumo pelo capital da criatividade, 70% desses jovens, mesmo em situação de incerteza econômica, não querem abrir mão de uma atuação comunitária, preferencialmente nas áreas de cultura e arte (31%), meio ambiente (29%), educação (26%), esporte (25%) e tecnologia (19%).


Movido pelo extraordinário potencial dessa juventude em movimento e pela mina de felicidade bruta que existe por trás do “Sonho Brasileiro”, compartilhei com os participantes do debate no Itaucultural o conceito de “Cidadania Orgânica” que criei para traduzir essa força que emana da sociedade civil: “O cidadão orgânico é de um lugar, não de uma classe, e não precisa ser um intelectual, nem ter atuação partidária; age porque o todo lhe interessa, porque se sente parte do todo. É universal porque associa o futuro do planeta ao seu futuro e vice-versa (...) Aquele que tem uma experiência autêntica, para com ela existir de forma integrada à natureza, independente de ser viajado ou não” (Revista Fale!, p. 30, mar/2009).


As armadilhas existentes nas trilhas abertas pela nova geração de um novo Brasil, não são poucas. Em seu contraditório jeito de viver um tempo em que tudo está tão próximo, mas tudo parece correr em direção à inexistência, a juventude depara-se a todo instante com o fundamentalismo tecnológico, com o sofisma da visibilidade democrática, a pregação de falsas estabilidades jurídicas, a “desnoção” do público e com a falta de uma clara distinção entre os dois sistemas colaborativos vigentes: a) o que catalisa energias das pessoas para a dinâmica da coesão social e para a sustentabilidade; e, b) o que tem como fim a canalização do altruísmo da juventude para o barateamento de custos das corporações do mercado de conteúdos.


O estudo destaca uma compreensão dos participantes do projeto no sentido de que a cultura global não passa de um mosaico de culturas locais: “Jovens enxergam que a cultura global não anula as particularidades locais, mas, pelo contrário, cria um espaço mais amplo onde manifestações distintas podem dialogar e trocar”. Conversando com o Júlio César Oliveira, um jovem-roteador gaúcho, que participou do debate sobre Fusões Criativas, ele me falou da evolução que vem ocorrendo no hip hop, a partir da descoberta da abundância cultural brasileira. Nas oficinas que ele ministra tem sido comum o trabalho com música popular brasileira. Com isso, o hip hop vai deixando cada vez mais de ser apenas uma estética importada da periferia norte-americana para se integrar ao conjunto de expressões assimiladas e ressignificadas pelas cores da brasilidade. Este país eu conheço e nele me reconheço.

Comunicação & Cia. - 2011-08-10

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Itaú reúne jovens transformadores no Facebook

Recentemente, a pesquisa “O Sonho Brasileiro”, realizada pela Box1824 e patrocinada pelo Itaú, identificou, entre outros pontos, a existência de mais de dois milhões de jovens executando projetos pra mudar a sociedade e criar um Brasil melhor. Para fazer com que este conteúdo atinja o maior número de pessoas, o Itaú disponibilizou, com criação e produção da colméia, uma rede de transformadores no Facebook–http://apps.facebook.com/sonho_brasileiro/.


A proposta do aplicativo é transformar sonhos em realidade por meio da conexão entre as pessoas, e assim, reunir em um ambiente inspirador aqueles que querem fazer algo em prol de um mundo melhor e os que já estão fazendo a diferença e pretendem engajar mais pessoas.


O primeiro passo é identificar qual o tipo de potencial transformador que existe em cada participante, a partir de 5 perfis diferentes: mediadores, integradores culturais, inovadores, sensibilizadores e educadores sociais. Em seguida, o aplicativo sugere perfis semelhantes para incentivar a conexão de pessoas, troca de ideias e ideais. “Queremos mais do que conectar as pessoas com as mesmas crenças e causas. Queremos ser a ponte para que se encontrem e coloquem em prática atitudes em prol de importantes causas para um futuro melhor”, comenta Fernando Chacon, diretor executivo de Marketing do Itaú Unibanco.


Em um vídeo introdutório, Emicida, considerado uma das maiores revelações do hip hop no Brasil, e Sophia Reis, apresentadora do programa A Liga, convidam as pessoas a realizar pequenas mudanças a partir de seus sonhos. “Estamos observando uma grande mobilização social no Brasil e no Mundo. E elas estão acontecendo a partir da rede. Sabemos que os jovens estão conectados, compartilhando seus ideiais o tempo todo, e acreditamos que a rede de transformadores é um excelente canal para isso”, conta Eduardo Camargo, um dos sócios da colmeia.


Para aprofundar ainda mais o tema, nos dias 15 e 16 de agosto, o Itaú Cultural realiza a série de debates Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro e coloca em pauta os temas levantados pela pesquisa. Em volta de duas mesas a serem realizadas por dia, o evento reúne alguns dos mapeados e dos pesquisadores com personalidades como o poeta Affonso Romano Santanna, o agitador cultural Pablo Capilé e Dagmar Garroux, pedagoga e fundadora da Casa do Zezinho no Capão Redondo, onde ficou conhecida como “Tia Dag”.

Diário do Grande ABC - 2011-08-12

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Seminário revela a perspectiva dos jovens brasileiros

O que os jovens de 18 a 24 anos pensam sobre política, economia, educação e cultura? É o que questionará o seminário Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro, organizado pelo Itaú Cultural. Segundo o comunicado da assessoria de imprensa, no evento, que ocorre entre os dias 15 e 16, serão debatidos projetos e ideias de grande impacto no Brasil, a partir do ponto de vista desta geração.

De acordo com a assessoria de imprensa, "a ação tem como base a pesquisa 'Sonho Brasileiro', realizada pela Box1824, que investigou como os jovens ressignificam as diversas esferas da sociedade." Ainda, segundo a assessoria de imprensa, durante o seminário, haverá um "mapeamento de mercado e tendências de comportamento de consumo" da América Latina, com a participação de pesquisadores.

"O mediador do debate será Luiz Algarra e o evento contará com a participação de jovens transformadores - mapeados pela pesquisa - e convidados como Dagmar Garroux (Tia Dag), Gilberto Dimenstein, Luis Fernando Guggenberger, Affonso Romano Santanna, Pablo Capilé, Flávio Paiva, entre outros. Serão duas mesas por dia, sendo a primeira às 10h15 e a segunda às 14h30, no espaço Itaú Cultural (SP). A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos 30 minutos antes", informa a assessoria.


IstoÉ - 2011-08-12

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Seminário revela a perspectiva dos jovens brasileiros

O que os jovens de 18 a 24 anos pensam sobre política, economia, educação e cultura? É o que questionará o seminário Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro, organizado pelo Itaú Cultural. Segundo o comunicado da assessoria de imprensa, no evento, que ocorre entre os dias 15 e 16, serão debatidos projetos e ideias de grande impacto no Brasil, a partir do ponto de vista desta geração.

De acordo com a assessoria de imprensa, "a ação tem como base a pesquisa 'Sonho Brasileiro', realizada pela Box1824, que investigou como os jovens ressignificam as diversas esferas da sociedade." Ainda, segundo a assessoria de imprensa, durante o seminário, haverá um "mapeamento de mercado e tendências de comportamento de consumo" da América Latina, com a participação de pesquisadores.

"O mediador do debate será Luiz Algarra e o evento contará com a participação de jovens transformadores - mapeados pela pesquisa - e convidados como Dagmar Garroux (Tia Dag), Gilberto Dimenstein, Luis Fernando Guggenberger, Affonso Romano Santanna, Pablo Capilé, Flávio Paiva, entre outros. Serão duas mesas por dia, sendo a primeira às 10h15 e a segunda às 14h30, no espaço Itaú Cultural (SP). A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos 30 minutos antes", informa a assessoria.

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TN Projetos Sociais - 2011-08-11

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Pesquisa vira aplicativo de rede social

A recente pesquisa intitulada "O sonho brasileiro" identificou a existência de mais de dois milhões de jovens em projetos para mudar a sociedade e criar um Brasil melhor. Agora, patrocinador do estudo, o Itaú disponibilizou uma rede de transformadores no Facebook. O aplicativo foi criado para servir de ferramenta de conexão entres esses jovens. A proposta é runir todos aqueles que querem fazer algo em prol de um mundo melhor em um ambiente inspirador, para assim engajar mais pessoas.


O sistema de inscrição na rede identifica o tipo de "potencial transformador" de cada participante, a partir de cinco perfis diferentes: mediadores, integradores culturais, inovadores, sensibilizadores e educadores sociais; e a partir daí sugere conexões com perfis semelhantes.


Para aprofundar o tema, nos dias 15 e 16 de agosto, o Itaú Cultural realiza uma série de debates e coloca em pauta os temas levantados pela pesquisa. Em duas mesas por dia, o evento vai reunir alguns dos mapeados e dos pesquisadores com personalidades, como o poeta Affonso Romano Santanna, o agitador cultural Pablo Capilé e a "Tia Dag", como ficou conhecida Dagmar Garroux, a fundadora da Casa do Zezinho.



Mucury Cultural - 2011-08-11

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Ciclo promove debates em 15 e 16 de agosto

Diálogos Sobre O Sonho Brasileiro
segunda
15 e terça 16 de agosto
às 10h e às 14h30


entrada franca [ingressos distribuídos meia hora antes de cada mesa]


Discutir ideias e projetos de grande impacto na cultura, na economia e na educação do Brasil é o objetivo do seminário Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro, que ocorre na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, nos dias 15 e 16 de agosto, com transmissão on-line pela página do banco Itaú no Facebook (disponível no dia do evento). O ciclo de debates é parte de um mapeamento das expectativas e ideais dos jovens brasileiros.


Estão confirmados para o evento o escritor Affonso Romano Sant’Anna, o agitador cultural Pablo Capilé, a pedagoga Dagmar Garroux (Tia Dag), os jornalistas Gilberto Dimenstein e Flávio Paiva, o publicitário Luis Fernando Guggenberger e o ativista Reinaldo Pamponet. Logo, outros nomes serão divulgados. Fique atento ao nosso Twitter e Facebook!


Cada mesa terá a presença de um integrante da Box1824, grupo responsável pela pesquisa, e um dos jovens inovadores mapeados pelo projeto, chamados de “jovem-ponte”. A mediação dos debates é de Luiz Algarra.


Pesquisa

Como o jovem brasileiro de 18 a 24 anos entende a política, a vida profissional, como enxerga sua posição na sociedade e que valores dá às principais instituições sociais? Apresentada pelo Banco Itaú, a pesquisa Sonho Brasileiroprocurou respostas para essas perguntas. Nos resultados, uma geração marcada por novas formas de ação no mundo.


A pesquisa identificou três fenômenos causadores de mudança: o não-dualismo, marcado pela cultura do diálogo, da criação coletiva, no lugar da ruptura; a hiperconexão, através da formação de redes amplas por meio de novas ferramentas, sem barreiras físicas ou de tempo e espaço; e, por fim, asmicrorrevoluções: a transformação da sociedade a partir de modificações pequenas, mas significativas.

Prurale - 2011-08-16

online

Jovens protagonistas em alta

Recentemente, a pesquisa “O Sonho Brasileiro”, realizada pela Box1824 e patrocinada pelo Itaú, identificou, entre outros pontos, a existência de mais de dois milhões de jovens executando projetos pra mudar a sociedade e criar um Brasil melhor. Para fazer com que este conteúdo atinja o maior número de pessoas, o Itaú disponibilizou, com criação e produção da colméia, uma rede de transformadores no Facebook–http://apps.facebook.com/sonho_brasileiro/.


A proposta do aplicativo é transformar sonhos em realidade por meio da conexão entre as pessoas, e assim, reunir em um ambiente inspirador aqueles que querem fazer algo em prol de um mundo melhor e os que já estão fazendo a diferença e pretendem engajar mais pessoas.


O primeiro passo é identificar qual o tipo de potencial transformador que existe em cada participante, a partir de 5 perfis diferentes: mediadores, integradores culturais, inovadores, sensibilizadores e educadores sociais. Em seguida, o aplicativo sugere perfis semelhantes para incentivar a conexão de pessoas, troca de ideias e ideais. “Queremos mais do que conectar as pessoas com as mesmas crenças e causas. Queremos ser a ponte para que se encontrem e coloquem em prática atitudes em prol de importantes causas para um futuro melhor”, comenta Fernando Chacon, diretor executivo de Marketing do Itaú Unibanco.


Em um vídeo introdutório, Emicida, considerado uma das maiores revelações do hip hop no Brasil, e Sophia Reis, apresentadora do programa A Liga, convidam as pessoas a realizar pequenas mudanças a partir de seus sonhos. “Estamos observando uma grande mobilização social no Brasil e no Mundo. E elas estão acontecendo a partir da rede. Sabemos que os jovens estão conectados, compartilhando seus ideiais o tempo todo, e acreditamos que a rede de transformadores é um excelente canal para isso”, conta Eduardo Camargo, um dos sócios da colmeia.


Para aprofundar ainda mais o tema, ontem e hoje (16 de agosto), o Itaú Cultural está realizando a série de debates Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro e coloca em pauta os temas levantados pela pesquisa. Em volta de duas mesas a serem realizadas por dia, o evento reúne alguns dos mapeados e dos pesquisadores com personalidades como o poeta Affonso Romano Santanna, o agitador cultural Pablo Capilé e Dagmar Garroux, pedagoga e fundadora da Casa do Zezinho no Capão Redondo, onde ficou conhecida como “Tia Dag”.

Clube Online - 2011-08-22

online

Quer mudar o mundo?

A pesquisa “O Sonho Brasileiro”, realizada pela Box1824 e patrocinada pelo Itaú, identificou, entre outros pontos, a existência de mais de dois milhões de jovens executando projetos para mudar a sociedade e criar um Brasil melhor. Com base nestes dados, o Itaú disponibilizou um aplicativo no Facebook, com criação e produção da Colmeia.

A proposta é conectar as pessoas e reunir, em um ambiente inspirador, aqueles que querem fazer algo em prol de um mundo melhor e os que já estão fazendo a diferença e pretendem engajar mais pessoas.

O primeiro passo é identificar qual o tipo de potencial transformador que existe em cada participante, a partir de cinco perfis diferentes: mediadores, integradores culturais, inovadores, sensibilizadores e educadores sociais.

Em seguida, o aplicativo sugere perfis semelhantes para incentivar a conexão de pessoas.


“Queremos mais do que conectar as pessoas com as mesmas crenças e causas. Queremos ser a ponte para que se encontrem e coloquem em prática atitudes em prol de importantes causas para um futuro melhor”, declara Fernando Chacon, diretor executivo de marketing do Itaú Unibanco.

Em um vídeo introdutório, o rapper Emicida e Sophia Reis, apresentadora do programa A Liga, convidam as pessoas a realizar pequenas mudanças a partir de seus sonhos.


Para aprofundar o tema, nos dias 15 e 16 de agosto, o Itaú Cultural realiza a série de debates "Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro" e coloca em pauta os temas levantados pela pesquisa.


Em volta de duas mesas a serem realizadas por dia, o evento reunirá alguns dos entrevistados e dos pesquisadores, além do poeta Affonso Romano Santanna, o agitador cultural Pablo Capilé e Dagmar Garroux, pedagoga e fundadora da Casa do Zezinho no Capão Redondo (SP).


Agito SP - 2011-08-11

online

Cultura, economia e educação do ponto de vista dos jovens em pauta no Itaú Cultural

Dias 15 e 16 de agosto, Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro – seminário organizado pelo Itaú Cultural, com apresentação do Itaú – coloca em discussão, no palco do instituto, ideias e projetos de grande impacto na cultura, economia e educação do Brasil. O evento tem base em pesquisa realizada pela BOX 1824 – uma das principais empresas de pesquisa de mercado e tendências de comportamento de consumo da América Latina – com brasileiros de 18 a 24 para saber como entendem a política, a vida profissional, e sua posição na sociedade, entre outros valores, apontados como transformadores.


No total, serão realizados quatro debates reunindo veteranos, jovens “transformadores” e realizadores da enquete. A mediação de todas é de Luiz Algarra, consultor em inovação sistêmica, com abordagem em meta-design, cibernética conversacional e aprendizagem informal, propõe e estruturo processos conversacionais para grupos humanos, sejam empresas ou instituições.


Para fazer com que este conteúdo atinja o maior número de pessoas, o Itaú, patrocinador da pesquisa, disponibilizou, com criação e produção da colméia, uma rede de transformadores no Facebook – http://apps.facebook.com/sonho_brasileiro. O objetivo é conectar e reunir em um ambiente inspirador aqueles que querem fazer algo em prol de um mundo melhor e os que já estão fazendo a diferença e pretendem engajar mais pessoas.


Sonho Brasileiro
Fundada em 2003, a BOX 1824 é uma agência de pesquisa especializada em tendências de consumo e comportamento jovem. Sonho Brasileiro é o nome do estudo realizado entre 2009 e 2011 sobre o Brasil e o futuro a partir da perspectiva dos jovens de 18 a 24 anos. Pesquisa aberta, sem viés de consumo e sem fins lucrativos, questiona como esses brasileiros entendem a política e a vida profissional, como enxergam sua posição na sociedade e que valores dão às instituições sociais.


Foram identificados três fenômenos que impactam a mudança: o não dualismo, marcado pela cultura do diálogo e criação coletiva, no lugar da ruptura; a hiperconexão, por meio da formação de redes amplas, com o uso das novas ferramentas , sem barreiras físicas ou de tempo e espaço; e as microrevoluções que transformam a sociedade a partir de modificações pequenas mas significativas a partir do cotidiano.


Entre outros dados relevantes, a pesquisa indica que 89% dos jovens têm orgulho de ser brasileiros; 87% acreditam que na atualidade Brasil é importante no mundo e 75% consideram que o Brasil está mudando para melhor.


Confira a seguir a programação e o perfil dos seus participantes:


Dia 15 de agosto, segunda-feira


10h15 – IMPERIO DAS CORES: Economia da felicidade

* Affonso Romano Santanna

Com mais de 40 livros publicados, pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca como teórico, poeta, cronista, professor, administrador cultural e jornalista.


* João Cavalcanti
É um dos criadores da BOX1824, cujos pesquisadores situados em todos os continentes saem a campo para descobrir as novas tendências de comportamento de consumo em trabalhos realizados para empresas como Nike, Pepsi, Fiat, Nokia e Itaú. João também é fundador da LIVEAD, voltada à inovação em comunicação, e da TALK INC, empresa de pesquisa online. Atua, ainda como ativo investidor em empresas de web e tecnologia, como a BUSK.com, que ajudou a criar.


* Raísa Almeida Feitosa
Estudante pernambucana de design gráfico pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), realiza trabalhos gráficos voltados para o social, seja no tema, seja no fazer gratuito para ONGs, coletivos, ente outros.Trabalha com teatro e literatura e se envolve ativamente em mobilizações sociais e culturais.


14h30 – SABEDORIA NATURAL: Educação informal

* Luis Fernando Guggenberger
Gerente da área Debate e Conhecimento e Novos Projetos da Fundação Telefônica no Brasil. Responsável pela criação dos ciclos de Seminários A Sociedade em Rede e temas relevantes, desenvolvimento de projetos na área de educação e inovação. É Netweaver de Redes Sociais e de Inovação Social. Formado em Publicidade e Propaganda, e especialização em Relações Públicas. Professor universitário.


* Dagmar Garroux (Tia Dag)
Pedagoga, fundadora da Casa do Zezinho, no bairro do Capão Redondo, em São Paulo, que atende mais de 1200 crianças e jovens de 6 a 21 anos.


* Carla Mayumi
Sócia da Box 1824. Já dirigiu a equipe de planejamento estratégico da empresa e foi responsável pela criação de vários novos processos e metodologias de pesquisa. Atualmente dirige o núcleo de inovação e projetos especiais da Box, trabalhando com clientes como Itaú, Pepsico, C&A e COB. Nos últimos dois anos foi uma das coordenadoras da pesquisa Sonho Brasileiro, o maior projeto da história da empresa que deu corpo a esse evento.


* André Gravatá
O estudante de jornalismo, de Embu das Artes, já realizou várias intervenções urbanas buscando estimular a reflexão nas pessoas e incitá-las a ver o cotidiano de outra maneira. Atualmente escreve um livro sobre arte participativa, cujo foco é o poder de emancipação da arte 2.0, que convoca o espectador a ocupar o papel do artista. É um dos organizadores do TEDxJovem@Ibira.


Dia 16 de agosto, terça-feira

10h15 – FUSÕES CRIATIVAS: Nova cultura criativa
* Flávio Paiva
Jornalista, colunista semanal do Diário do Nordeste, autor de livros e CDs infanto-juvenis e ativistas de mobilização social e cidadania orgânica.


* Reinaldo Pamponet
Deixou a Microsoft em 2003 para se dedicar a projetos culturais envolvendo jovens, como a Eletrocoperativa e a Rede Itsnoon. Defende uma abordagem que dá liberdade ao jovem e reconhece o conhecimento de cada um na criação da cultura.


* Marcelo Noah
Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(UFRGS), tem mestrado em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Poeta e radialista, ele produz e apresenta o programa Teorema na rádio Ipanema FM de Porto Alegre e se dedica à criação e direção da rádio Minima.fm, com lançamento previsto para setembro deste ano.


* Júlio César Oliveira de Oliveira
Ministra oficinas e participa de shows e campeonatos da dança e da cultura hip hop.


14h30 – PODER HUMANO: Novo engajamento político

* Gilberto Dimenstein
Formado na Faculdade Cásper Líbero, é colunista da Folha de S.Paulo e da rádio CBN. Foi diretor da Folha na sucursal de Brasília e correspondente internacional em Nova Iorque daquele periódico. Trabalhou também no Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora, revista Visão e Veja. Foi acadêmico visitante do programa de direitos humanos da Universidade de Columbia, em Nova York.


* Pablo Capilé
Coordenador de planejamento dos festivais Calango e Grito Rock e um dos fundadores do Espaço Cubo, instituto cultural cuiabano que desenvolve ações no campo da cultura em todo o Brasil. É sócio-fundador da associação Casas Associadas e um dos articuladores do Circuito Fora do Eixo, rede que integra hoje dezenas de coletivos dedicados ao setor em todo o Brasil.


* Gabriel Milanez
Um dos diretores de planejamento e pesquisa da BOX1824 desde 2007, trabalhou em agências de propaganda como Fischer América e Lew,Lara. É graduado em Comunicação Social e em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP). Também estudou Sociologia na Universidade Sorbonne Paris IV, na França.


* Daniela B. Silva
Diretora da Esfera, na Casa de Cultura Digital, que articula grupos na sociedade para participarem de novas possibilidades de abertura e participação política por meio das tecnologias em rede e de práticas de liberdade, autonomia e compartilhamento. Coordena a comunidade Transparência Hacker,que usa dados governamentais e tecnologias abertas para criar e implementar projetos de interesse público na rede.

Bem Público - 2011-08-22

online

Instituição financeira reúne jovens transformadores no Facebook

Recentemente, a pesquisa “O Sonho Brasileiro”, realizada pela Box1824 e patrocinada pelo Itaú, identificou, entre outros pontos, a existência de mais de dois milhões de jovens executando projetos para mudar a sociedade e criar um Brasil melhor. Para fazer com que este conteúdo atinja o maior número de pessoas, o Itaú disponibilizou, com criação e produção da colméia, uma rede de transformadores no Facebook–http://apps.facebook.com/sonho_brasileiro/.

A proposta do aplicativo é transformar sonhos em realidade por meio da conexão entre as pessoas, e assim, reunir em um ambiente inspirador aqueles que querem fazer algo em prol de um mundo melhor e os que já estão fazendo a diferença e pretendem engajar mais pessoas.

O primeiro passo é identificar qual o tipo de potencial transformador que existe em cada participante, a partir de 5 perfis diferentes: mediadores, integradores culturais, inovadores, sensibilizadores e educadores sociais. Em seguida, o aplicativo sugere perfis semelhantes para incentivar a conexão de pessoas, troca de ideias e ideais. “Queremos mais do que conectar as pessoas com as mesmas crenças e causas. Queremos ser a ponte para que se encontrem e coloquem em prática atitudes em prol de importantes causas para um futuro melhor”, comenta Fernando Chacon, diretor executivo de Marketing do Itaú Unibanco.

Em um vídeo introdutório, Emicida, considerado uma das maiores revelações do hip hop no Brasil, e Sophia Reis, apresentadora do programa A Liga, convidam as pessoas a realizar pequenas mudanças a partir de seus sonhos. “Estamos observando uma grande mobilização social no Brasil e no Mundo. E elas estão acontecendo a partir da rede. Sabemos que os jovens estão conectados, compartilhando seus ideiais o tempo todo, e acreditamos que a rede de transformadores é um excelente canal para isso”, conta Eduardo Camargo, um dos sócios da Colmeia.

Para aprofundar ainda mais o tema, nos dias 15 e 16 de agosto, o Itaú Cultural realiza a série de debates Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro e coloca em pauta os temas levantados pela pesquisa. Em volta de duas mesas a serem realizadas por dia, o evento reúne alguns dos mapeados e dos pesquisadores com personalidades como o poeta Affonso Romano Santanna, o agitador cultural Pablo Capilé e Dagmar Garroux, pedagoga e fundadora da Casa do Zezinho no Capão Redondo, onde ficou conhecida como “Tia Dag”.

Revista Partes - 2011-08-22

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Seminário revela a perspectiva dos jovens sobre o Brasil

O que os jovens de 18 a 24 anos pensam sobre política, economia, educação e cultura? Conheça o novo significado que eles dão para estes temas no seminário Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro, organizado pelo Itaú Cultural. No evento, que ocorre entre os dias 15 e 16, serão debatidos projetos e ideias de grande impacto no Brasil, a partir do ponto de vista desta geração. A ação tem como base a pesquisa "Sonho Brasileiro", realizada pela Box1824, que investigou como os jovens ressignificam as diversas esferas da sociedade. Durante o seminário, os profissionais da Box1824 – uma das principais empresas de mapeamento de mercado e tendências de comportamento de consumo da América Latina - participarão das quatro mesas de debate que abordarão o ponto de vista dos jovens sobre: a economia da felicidade, a educação informal, a nova cultura criativa e ainda o novo engajamento político. O mediador será Luiz Algarra e o evento contará com a participação de jovens transformadores - mapeados pela pesquisa – e convidados como Dagmar Garroux (Tia Dag), Gilberto Dimenstein, Luis Fernando Guggenberger, Affonso Romano Santanna, Pablo Capilé, Flávio Paiva, entre outros. Serão duas mesas por dia, sendo a primeira às 10h15 e a segunda às 14h30, no espaço Itaú Cultural (SP). A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos 30 minutos antes.

Mundo Sustentável - 2011-08-12

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Pesquisa "O Sonho Brasileiro" vira aplicativo de rede social

Uma recente pesquisa “O sonho brasileiro” identificou a existência de mais de dois milhões de jovens em projetos para mudar a sociedade e criar um Brasil melhor. Agora, patrocinador do estudo, o Itaú disponibilizou uma rede de transformadores no Facebook.

O aplicativo foi criado para servir de ferramenta de conexão entres esses jovens. A proposta é runir todos aqueles que querem fazer algo em prol de um mundo melhor em um ambiente inspirador, para assim engajar mais pessoas.

O sistema de inscrição na rede identifica o tipo de “potencial transformador” de cada participante, a partir de cinco perfis diferentes: mediadores, integradores culturais, inovadores, sensibilizadores e educadores sociais; e a partir daí sugere conexões com perfis semelhantes.

Diálogos sobre O Sonho Brasileiro

Para aprofundar o tema, nos dias 15 e 16 de agosto, o Itaú Cultural realiza uma série de debates e coloca em pauta os temas levantados pela pesquisa. Em duas mesas por dia, o evento vai reunir alguns dos mapeados e dos pesquisadores com personalidades, como o poeta Affonso Romano Santanna, o agitador cultural Pablo Capilé e a “Tia Dag”, como ficou conhecida Dagmar Garroux, a fundadora da Casa do Zezinho.

joaofelipescarpelini.wordpress.com - 2011-08-11

online

Diálogos sobre o Sonho Brasileiro discute cultura, economia e educação

O Itaú Cultural convida você para o Diálogos sobre o Sonho Brasileiro, um ciclo de debates sobre perspectivas de inovação nos campos da cultura, da economia e da educação.

O evento ocorre nos dias 15 e 16 de agosto, na nossa sede, em São Paulo, com transmissão on-line pela fanpage do Itaú no Facebook, que estará disponível no dia do evento. No site do Itaú Cultural, será informado o endereço.

O Sonho Brasileiro é parte de um mapeamento dos sonhos, ideais e expectativas dos jovens brasileiros. Participam das discussões personalidades de várias áreas do conhecimento, assim como jovens inovadores mapeados.

Além deles, estarão presentes representantes da agência Box1824, responsável pela pesquisa. A mediação será de Luiz Algarra. Saiba mais sobre os participantes no nosso site.

Diálogos sobre o Sonho Brasileiro

segunda 15 e terça 16 de agosto

entrada franca [ingressos distribuídos meia hora antes de cada mesa]


Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 – Paraíso [próximo à Estação Brigadeiro do Metrô]

informações: 11 21681777 ou www.itaucultural.org.br

Planeta Sustentável - 2011-06-28

online

Eles não querem só dinheiro

Os três jovens paulistas da foto ao lado compartilham o mesmo sonho. Patrick de Queiroz Bertoldo tem 20 anos, estuda comércio exterior no Senac, em São Paulo, e faz estágio na IBM. Bruno Barbosa de Araujo, de 23 anos, é presidente da fabricante de instrumentos musicais Echo Music. Aos 22, Thiago Vinícius da Silva é fundador e analista de crédito do Banco Comunitário União Sampaio, no Jardim Maria Sampaio, na extrema zona sul da capital. São histórias de vida diferentes, mas os três dizem desejar, por meio do trabalho, fazer do Brasil um país melhor. Jovens costumam ser sonhadores, às vezes utópicos, e coletivistas - um comportamento que tende a mudar tão logo as responsabilidades da maturidade e do mercado de trabalho se impõem. Mas, ao que tudo indica, a nova geração que começa agora a entrar nas empresas tem algo diferente.

Um estudo feito pela agência de pesquisas Box1824 e pelo Datafolha revela que Patricks, Brunos e Thiagos podem ser encontrados em todos os cantos do país. Depois de entrevistar mais de 3 000 pessoas de 18 a 24 anos em bares, parques e universidades, os pesquisadores descobriram que 90% dos jovens brasileiros querem um trabalho que contribua com a sociedade. Além disso, apenas quatro em cada dez entrevistados apontam o salário como fator principal na hora de escolher um emprego. Ascender rapidamente e ganhar muito dinheiro já não é prioridade para uma enorme fatia da chamada geração Y, formada pelos nascidos a partir da década de 80. "A pesquisa reflete um momento de otimismo inédito no país", diz Carla Mayumi, sócia da Box1824. "Os jovens querem fazer sua parte para melhorar a sociedade e já não têm tanta pressa em ficar ricos, como era a regra há pouco tempo."

Para essa garotada, o tamanho ou a história das organizações não faz diferença na hora de escolher um trabalho. "Essa é a primeira geração que prefere avaliar os valores das companhias", afirmam as psicólogas americanas April Perrymore e Nicole Lipkin, no livro A Geração Y no Trabalho. "Eles já agem assim na hora de escolher produtos num supermercado. Imagine para decidir onde querem trabalhar!" Para a maioria das empresas, essa visão "paz e amor" é um tremendo desafio, já que instrumentos de atração e manutenção de talentos utilizados até agora têm pouco - ou nenhum - efeito sobre os jovens. "As empresas que não conseguirem mostrar sua contribuição à sociedade terão muita dificuldade para atrair gente boa", afirma Paulo Mendes, sócio da empresa de recrutamento 2Get.

VOLUNTARIADO
Uma das formas mais simples de engajar e motivar essa geração é dar espaço para que participe de trabalhos voluntários. Em 2008, a IBM criou um projeto global de voluntariado, batizado de Corporate Service Corps. Em três anos, 117 estrangeiros vieram ao Brasil para trabalhar em 36 ONGs locais - e 59 brasileiros embarcaram para países como África do Sul, Gana e Vietnã. Lá fora, os brasileiros desenvolveram projetos em que aproveitavam sua experiência profissional para ajudar a organizar a administração e os sistemas de tecnologia de ONGs-. Neste ano, para comemorar seu centenário, a IBM convidou todos os seus funcionários no Brasil a se engajar em projetos sociais. Bertoldo, há um mês na empresa, candidatou-se para liderar um projeto que vai selecionar 35 jovens de baixa renda no Brasil para viajar a Washington e se encontrar com a primeira-dama americana, Michelle Obama, em 2012. "Faço trabalho voluntário desde os 12 anos e acho ótimo poder continuar a ajudar dentro de uma grande empresa. Além disso, se o projeto for bem-sucedido, posso ganhar reconhecimento e dar impulso à minha carreira", diz Bertoldo.

Entregar projetos inteiros - com começo, meio e fim - para essa garotada aparece cada vez mais como uma das maneiras de mantê-la motivada. O levantamento da Box1824 e do Datafolha revela que, para 41% dos jovens, satisfação é o item mais importante do trabalho - e não há nada mais excitante para eles do que ser donos do próprio nariz. "Os jovens não dão muita bola para cargo ou salário, mas, se você oferecer um projeto em que acreditem, eles darão o sangue", diz Maria Tereza Fleury, professora da Fundação Getulio Vargas. Em 2010, a Kimberly-Clark fez uma pesquisa com seus funcionários, trainees e estagiários de até 25 anos. Descobriu que 46% deles haviam saído do emprego anterior por falta de desafios. Para tentar evitar uma debandada, a Kimberly definiu neste ano que cada estagiário seria responsável por tocar um projeto. O paulistano Rafael de Alencar, por exemplo, tem 22 anos e já soma dois projetos finalizados. No primeiro, ainda durante o estágio, encontrou um novo material para substituir a madeira nos pallets da fábrica de Mogi das Cruzes, em São Paulo, que diminuiu os custos com material em 25%. Recentemente, entregou um programa que calcula o mix ideal de produtos a ser vendidos, por região. "Quero chegar à presidência um dia, e a melhor forma de mostrar meu potencial é liderando meus projetos", diz ele.

TRABALHAR, PROSPERAR, CURTIR : Uma pesquisa Box1824/ Datafolha com quase 3 000 jovens brasileiros de 18 a 24 anos mostra que satisfação e relevância social já são tão importantes quanto dinheiro na hora de escolher uma carreira Veja infográfico

Para essa nova geração, que não busca a segurança das grandes empresas e quer ser dona do próprio nariz, o empreendedorismo surge como uma opção às carreiras tradicionais. A FGV de São Paulo, por exemplo, calcula que hoje pelo menos 30% de seus alunos querem abrir um negócio - um percentual recorde em sua história. "Empreender é a forma mais lógica de liderar um projeto realmente desafiador", diz Amisha Miller, gerente de pesquisa da Endeavor, ONG de apoio ao empreendedorismo. O paulistano Bruno Barbosa de Araujo é um exemplo desse novo perfil. Filho do fundador de uma fábrica de dobradiças, aos 23 anos ele já criou três negócios. O mais recente é uma fábrica de instrumentos musicais de madeira certificada e componentes reciclados, a Echo Music. Criada com o colega de faculdade e músico Eduardo Medeiros, a Echo Music vende pela internet guitarras, baixos e violões que custam até 6 000 reais - a previsão é que até 2012 o faturamento alcance quase 7 milhões de reais.

Evidentemente, para os jovens das classes C, D e E é mais difícil pensar em ajudar a sociedade ou liderar projetos pessoais quando a maior preocupação ainda é com o próprio sustento. Mas a pesquisa da Box1824 e do Datafolha revela que mesmo nesse universo apenas um terço dos jovens acha que salário é prioridade. O que importa mesmo é a relevância do trabalho. Veja o exemplo de Thiago Vinícius da Silva. Aos 18 anos, ele desistiu de uma bolsa para cursar administração na PUC para se dedicar a trabalhos voluntários no Jardim Maria Sampaio, na periferia de São Paulo, onde mora. Em 2009, ajudou a fundar o Banco Comunitário União Sampaio, que oferece crédito a moradores da região. Os empréstimos podem ser em reais, ou em "sampaios", uma espécie de moeda aceita por 30 comerciantes do bairro. A inspiração, segundo Thiago, veio do Grameen Bank, fundado por Muhammad Yunus em 1983. "Esses jovens têm um número muito maior de possibilidades do que seus pais", diz Mendes, da 2Get. "E, para continuar atraentes, as empresas terão de descobrir o que é capaz de satisfazê-los."


Sociedade Online - 2011-06-26

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Quase 60 dos jovens brasileiros não se identificam com partidos

Um levantamento divulgado na última semana pode acender uma "luz vermelha" nos partidos políticos do Brasil. De acordo com o estudo "Sonho Brasileiro", realizado com cerca de 3.000 pessoas de 18 a 24 anos em 23 Estados, 59% dos brasileiros não têm preferência por uma legenda, embora a maioria dos jovens demonstre preocupação com causas coletivas.

Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) obtidos pelo R7 mostram que o número de jovens ligados a partidos também não evoluiu nos últimos quatro anos. Em 2007, dos 11,6 milhões de eleitores filiados a partidos, 552,7 mil tinham idades entre 16 e 24 anos (4,5% do total). Já em 2011, entre 13,9 milhões de agremiados, apenas 442,1 mil declararam pertencer a essa faixa etária (3,1% do total) - os números, porém, podem variar, já que alguns eleitores deixaram de informar suas idades.

Para o pesquisador Gabriel Milanez, da agência Box1824, que fez o estudo em parceria com o instituto Datafolha, não é possível apontar apenas uma causa para essa falta de identificação com o sistema político atual, embora seja evidente que "os jovens se sentem cada vez menos representados pelos partidos existentes".

O coordenador do Observatório Jovem, grupo de pesquisa da UFF (Universidade Federal Fluminense), Paulo Carrano, avalia que é difícil apontar uma mudança de comportamento, pois quase não há pesquisas das décadas passadas para se comparar. Para ele, é errado afirmar que os jovens não se interessam por política partidária, mas é possível entender porque muitos decidem defender suas bandeiras por conta própria.

- Os jovens se vinculam mais a causas e ideias, especialmente àquelas em eles podem participar diretamente, controlar de maneira mais 'horizontal' e menos hierarquizada que em instituições. A adesão a partidos significa um gasto de tempo, a tomada de uma posição em termos de adesão a um programa institucional que nem sempre se compreende, já que os partidos prometem uma coisa e fazem outra.

R7 - 2011-06-26

online

Jovens se afastam dos partidos e fazem política por conta própria

Uma pesquisa divulgada na última semana revelou que 59% dos jovens (com idades entre 18 e 24 anos) não têm preferência por um partido político, mas, por outro lado, 92% consideram que pequenas ações podem mudar a sociedade. A partir daí, a tendência é que, cada vez mais, aumente o número de brasileiros puxando para si a responsabilidade de fazer algo por conta própria e tomar as ruas - ou a internet - por uma causa na qual acredita, seja ela qual for.

São os chamados "jovens transformadores", ou "jovens-ponte", segundo a classificação da agência Box1824, que realizou o estudo em parceria com o Datafolha, e estima que eles representem 8% da população nessa faixa etária - ou cerca de 2 milhões de pessoas, segundo estimativa feita com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mas qual é a cara desses jovens e o que os motiva a abrir mão de algumas horas do dia a dia para tentar, de alguma forma, transformar o Brasil? O R7 conversou com pessoas que se encaixam nesse perfil, algumas com pouco mais de 24 anos, pra entender por que decidiram arregaçar as mangas" por conta própria.

É o caso de Pedro Markun, 25, um dos criadores do Transparência Hack Day, que atua na divulgação online periódica de dados de interesse público, como de governos e prefeituras. Ele também é um dos fundadores da Casa de Cultura Digital, espaço em São Paulo que reúne projetos, organizações, empresas e pessoas que atuam com a cultura digital.

Segundo Markun, entrar para um partido nunca foi uma opção, mas isso não o impediria de "fazer política" de outra forma.

- Se eu acredito que internet e o [meio] digital são ferramentas de transformação, por que não me envolver com a política e usar essas ferramentas para fazer política? [...] É um novo jeito de resolver problemas e de fazer política. Não preciso mais puxar o saco dos meus políticos locais ou da subprefeitura. Isso não passa pela ideia da representatividade [política], não que a gente ache que ela é desnecessária, mas a função de atuar sobre os problemas sem pedir licença ou permissão.

Criado em 2005, o MPL (Movimento Passe Livre), que defende a criação de um novo projeto de transporte público, também estabelece como um dos seus princípios o apartidarismo, embora permita a participação de pessoas ligadas a siglas. De acordo com a estudante de direito Nina Capello Marcondes, 21, que integra o grupo em São Paulo desde 2007, a ausência de partidos na organização não se deve à "desilusão" com a política, mas à vontade de agir de forma "independente".

- Não é porque somos "desiludidos", não é nada disso. É para evitar que ocorram interferências dos partidos, porque vemos que, algumas vezes, eles estão mais interessados em atrair militantes, que em debater as causas do problema. Mas somos apartidários, não antipartidários.

Nina decidiu aderir ao movimento - que existe em diversas cidades do país e já protagonizou uma série de protestos contra o preço da tarifa de ônibus na capital paulista - porque se "cansou de reclamar dos problemas do transporte público, mas não fazer nada para mudar". De acordo com a jovem, o grupo prepara agora um projeto de lei, de iniciativa popular, para defender a proposta de "tarifa zero" para o país.

Internet como ferramenta

Camila Cortielha, 28, compartilha da ideia de que o fazer política não precisa passar, necessariamente, por um partido. No caso dela, a atuação se concentra na área cultural - ela é gestora de comunicação do Fora do Eixo, uma rede nacional que reúne mais de 70 grupos produtores de cultura. Diretamente, 2.000 pessoas participam do grupo.

Movimentos culturais como esse, explica Camila, surgiram em um momento de queda da indústria fonográfica e de fortalecimento da internet. Com a diminuição de recursos, jovens tiveram que buscar alternativas para continuar fazendo o que gostam: produzindo cultura. De acordo com a gestora, a web foi uma ferramenta essencial para reunir as pessoas que tinham os mesmos objetivos.

De acordo com a pesquisa Sonho Brasileiro, 71% dos jovens concordam que a internet é um forte instrumento para fazer política.

É também por meio da rede de computadores que Vanessa Guedes Garcia, 21, levanta as bandeiras do feminismo. Ela faz parte do grupo virtual blogueirasfeministas.com, que reúne diversos blogs sobre o tema, escritos por mulheres de "todas as idades e profissões". A página tem como objetivo principal servir como fórum de discussão sobre as lutas das mulheres, como igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, equiparação de salários, combate à violência doméstica, fim do sexismo, entre outros.

Mas além da troca de ideias, o blog - que também é apartidário - ajuda a promover mobilizações sociais, como a Marcha das Vadias, realizada no início do mês em São Paulo. Embora não tenham organizado a passeata, Vanessa e suas amigas blogueiras participaram em peso da iniciativa, que surgiu no Canadá como um protesto contra um policial que disse que as mulheres deveriam evitar se vestir como "vagabundas" para não serem vítimas de estupro. A partir daí, a Slut Walk (em inglês) foi reproduzida em diversas cidades do mundo graças às mobilizações nas redes sociais.

Mas embora a internet seja uma das principais ferramentas adotadas pelos jovens hoje, muitos ainda defendem suas causas à moda "antiga". É o caso de estudante Bruna Garbin, 21, de Porto Alegre (RS), membro da Pastoral da Juventude, movimento que discute alternativas para a permanência dos jovens no campo e reivindica a melhoria em serviços públicos, como saúde, educação e cultura.

Assim como os colegas, ela não tem preferência por um partido, mas também admite que sua atuação no movimento é, de certa forma, uma maneira de fazer política - embora não seja só isso.

- Não acredito que eles [partidos] tenham um grande poder de mudança na questão social, até porque muitos estão engessados dentro um modelo de economia e um modelo de sociedade. Mas a gente não se reúne levando em conta apenas questões políticas, mas por questões de mundo, de sonhos e ideias de mudança da sociedade.

Tribuna Catarinense - 2011-06-25

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Jovens rechaçam partidos mas consagram a internet

Uma pesquisa realizada em parceria entre a agência Box 1824 e o Instituto Datafolha, citada pelo site Último Segundo, revela que os jovens brasileiros consideram cada vez menos os partidos como uma opção para o engajamento político. Ao mesmo tempo, cada vez mais enxergam a internet como ferramenta para esse tipo de mobilização.

A conclusão resulta de uma pesquisa que ouviu brasileiros com idades entre 18 e 24 anos, segundo a qual 59% dos entrevistados afirmaram não ter nenhuma preferência partidária. Os dados apontam que 71% dos entrevistados consideram a web um meio para fazer política. "Os jovens estão trocando partidos políticos por outras formas de atuação política. Não apenas uma, mas várias formas ao mesmo tempo. E a internet aparece como a principal delas", diz o pesquisador e sociólogo Gabriel Milanez.

O desinteresse dos jovens por partidos políticos aumenta na medida em que a renda dos entrevistados diminui. Entre os mais ricos e considerados de classe média, 57% dos entrevistados afirmaram não ter nenhum partido político. Já entre os mais pobres, esse número sobe para 66%. Na média, 59% não têm interesse por partidos.

Para Milanez, esse comportamento é uma tendência. "O jovem pensa num outro tipo de transformação social. A política institucional, de Brasília, partidária, não é como o jovem pensa. O jovem não entende mais que a solução virá lá de cima", analisa o pesquisador.

"É um novo modelo, onde não há hierarquia. Agora, são micro-revoluções, são ações do dia a dia. E os jovens se conectam a grupos diferentes por meio das mídias sociais. Como exemplos de manifestações simbólicas que nasceram pela internet e foram para as ruas, podemos lembrar o churrasco da gente diferenciada, a marcha da maconha, o movimento catraca livre e o Ficha Limpa", lembra Milanez.

Correio do Estado Online - 2011-06-25

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Quase 60 dos jovens brasileiros não se identificam com partidos

Um levantamento divulgado na última semana pode acender uma "luz vermelha" nos partidos políticos do Brasil. De acordo com o estudo "Sonho Brasileiro", realizado com cerca de 3.000 pessoas de 18 a 24 anos em 23 Estados, 59% dos brasileiros não têm preferência por uma legenda, embora a maioria dos jovens demonstre preocupação com causas coletivas.

Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) obtidos pelo R7 mostram que o número de jovens ligados a partidos também não evoluiu nos últimos quatro anos. Em 2007, dos 11,6 milhões de eleitores filiados a partidos, 552,7 mil tinham idades entre 16 e 24 anos (4,5% do total). Já em 2011, entre 13,9 milhões de agremiados, apenas 442,1 mil declararam pertencer a essa faixa etária (3,1% do total) - os números, porém, podem variar, já que alguns eleitores deixaram de informar suas idades.

Para o pesquisador Gabriel Milanez, da agência Box1824, que fez o estudo em parceria com o instituto Datafolha, não é possível apontar apenas uma causa para essa falta de identificação com o sistema político atual, embora seja evidente que "os jovens se sentem cada vez menos representados pelos partidos existentes".

O coordenador do Observatório Jovem, grupo de pesquisa da UFF (Universidade Federal Fluminense), Paulo Carrano, avalia que é difícil apontar uma mudança de comportamento, pois quase não há pesquisas das décadas passadas para se comparar. Para ele, é errado afirmar que os jovens não se interessam por política partidária, mas é possível entender porque muitos decidem defender suas bandeiras por conta própria.

Os jovens se vinculam mais a causas e ideias, especialmente àquelas em eles podem participar diretamente, controlar de maneira mais 'horizontal' e menos hierarquizada que em instituições. A adesão a partidos significa um gasto de tempo, a tomada de uma posição em termos de adesão a um programa institucional que nem sempre se compreende, já que os partidos prometem uma coisa e fazem outra.


Pioneiro - 2011-06-24

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A Juventude Sonha

Nem casa própria, dinheiro ou bens de consumo. O maior sonho do jovem hoje é ter boa formação profissional e um emprego. O perfil dos entrevistados, de 18 a 24 anos, aparece no estudo inédito Sonho Brasileiro, divulgado recentemente, e revela pessoas que almejam realizações possíveis, diferentemente dos planos grandiosos da juventude dos anos 60 e 70.

O estudo da Box1824, empresa de pesquisa especializada no mapeamento de tendências de comportamento, em parceria com o instituto Datafolha, mostra que 55% dos entrevistados têm como maior sonho individual a formação profissional e emprego.

Depois, aparecem casa própria (15%), ficar rico ou ter estabilidade financeira (9%), a família (6%) e compra de bens como carro, moto e eletrodomésticos (3%).

Para o sociólogo Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824 envolvido no estudo, o resultado não significa que a nova geração rejeita ficar rica ou ter o carro do ano.

- O fim não é só ficar rico e consumir. É ser alguma coisa mais do que ter.

Ao mesmo tempo, o jovem não nega que deseja estabilidade e retorno financeiro. Não significa que não quer posses, mas quer ir além - diz Milanez.

Se nos anos 60 e 70 a juventude tinha sonhos grandiosos, a geração atual deseja o que está mais à mão.

Tal comportamento deriva em muito da percepção de que os planos dos pais de mudar o mundo, calcados em revoluções, não deram certo.

- A nova geração é mais pragmática.

A característica deles é que apostem em sonhos possíveis - explica Milanez.

Essa condição aparece na escala de sonhos construída nas entrevistas.

A primeira pergunta do questionário era " Qual o seu maior sonho?"." "Ser feliz" aparece em sétimo lugar, com 2%, depois de ter um carro, moto ou eletrodoméstico (3%) e de viajar (2%).

- Ser feliz é uma coisa muito etérea.

Os sonhos da nova geração são vivenciáveis e podem ser o caminho para outros sonhos - diz o sociólogo.

O estudo mostra ainda que 89% dos entrevistados têm orgulho de ser brasileiros.

Ao mesmo tempo, a maioria não tem preferência partidária e concorda ser possível mudar a política a partir de ações do dia a dia.

- O jovem faz a parte dele. Ele participa de movimentos ambientalistas, por exemplo, não precisa virar deputado para buscar uma mudança na sociedade - argumenta o pesquisador.

PIONEIRO.COM
> E o seu sonho individual, qual é? Conte em pioneiro.com

andre.mags@zerohora.com.br

Setor 3 - 2011-06-22

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Sonhos dos jovens brasileiros para o futuro do país é apresentado em estudo

Qual é seu sonho? Uma pergunta curta, porém complexa. Lançado no último dia 11/6, o estudo Sonho Brasileiro foi desenvolvido pela Box1824 para traçar um perfil do País e seu futuro a partir da perspectiva de jovens brasileiros - que somam quase 26 milhões Brasil afora - de 18 a 24 anos. O site permite acesse direto ao assunto questionado, como os sonhos individuais e ao Brasil de cada pesquisado, a geração jovem, os novos comportamentos. Com muitas fotos e dados quantitativos, o levantamento atua como uma ferramenta de consulta sobre esses temas.

Surgido como uma avaliação sobre a percepção de um momento inédito na história do Brasil, com o importante ator e está a primeira geração de jovens globais, nascidos em um mundo hiperconectado, 55% dos jovens responderam almejar uma formação profissional, enquanto 77% do mesmo total pretende ter formação em curso superior. Quando perguntados sobre como acham que precisam agir para mudar o Brasil, 56% disseram: "agindo com honestidade no dia a dia", enquanto outros 30% afirmaram "aproveitar as oportunidades que o País oferece".

A pesquisa foi feita com 1.200 jovens das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. As entrevistas da fase qualitativa aconteceram sob o método invasão de cenários, que visa conhecer o pesquisado em seu próprio local de convívio. Posteriormente, a fase quantitativa contou com outas 1.784 entrevistas com jovens de 173 cidades, de 23 Estados. O Datafolha ficou responsável pela contabilização dos resultados.

A Box1824 é uma empresa de estudo global focada no mapeamento de tendências que desenvolve projetos para buscar novos olhares e entendimentos sobre a sociedade. O acesso ao conteúdo da pesquisa é gratuito e pode ser gerado um pdf para impressão e leitura posterior, além de outros resultados e as principais conclusões.

Serviço:

A ferramenta pode ser livremente acessada em www.osonhobrasileiro.com.br

EcoDesenvolvimento.org - 2011-06-22

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Entrevista com Gabriel Milanez

Gabriel Milanez é sociólogo e foi um dos responsáveis pela pesquisa O Sonho Brasileiro, feito pela empresa Box 1824. Leia a entrevista que ele cedeu com exclusividade ao Portal EcoDesenvolvimento.org:

Portal EcoDesenvolvimento.org.br: Quais foram os principais fatores históricos e sociais que resultaram nesse perfil do jovem?

Gabriel Milanez: Temos dois caminhos para enxergar de onde veio esse jovem que a gente está traçando hoje. Um é um percurso que mostramos na pesquisa através de um estudo semiótico que a gente faz uma análise ao longo das gerações para mostrar como o modelo de transformação social e as representações que se fazem do jovem brasileiro foram mudando e também a gente pode fazer uma leitura a partir dos três drivers que analisam exatamente isso. Então novas configurações do mundo, que é o não-dualismo, a hiperconexão e as micro-revoluções, impactam a forma como esse jovem entende o papel dele no país e no mundo.

Os jovens estão esperançosos, otimistas, focados na realização individual. O sonho de 55% está ligado à formação profissional e emprego, e 77% têm intenção de cursar ensino superior. Exista alguma diferença com relação aos sonhos das gerações anteriores? Os jovens de hoje abriram mão de outros fatores, como família, para focar no profissional?

Eu acho que uma coisa não exclui a outra. O fato deles olharem e sonharem com formação e trabalho não significa que eles não estejam olhando para outros campos da vida social deles. O que a gente ressaltam sempre é que a noção de trabalho que ele está trazendo aparece diferente das gerações anteriores, inclusive no que os pais deles tiveram. Por isso também que a gente foca na especificação do tipo de trabalho que esse jovem está sonhando. E isso tem uma relação direta com o contexto do país. A gente pode pensar que esses jovens de hoje se permitem ter uma noção de trabalho que não quer só acumulo financeiro. Ele não quer um trabalho só como meio de sobrevivência, eu vou trabalhar das 9h às 18h e depois eu vou ser feliz. Não significa que o retorno financeiro, estabilidade e carreira não sejam importantes, são importantes também, mas ele quer integrar a isso satisfação pessoal. E quando a gente começa a caminhar mais para esse perfil de jovens-ponte, a gente vê também ele buscando a relevância social do trabalho. Isso acontece porque esse jovem vive em um mundo muito mais múltiplo e cheio de possibilidades que os pais dele viveram. Então hoje você tem inúmeras possibilidades de experimentação, de novos formatos de trabalho, não é só numa empresa que você pode trabalhar, então os jovens estão criando projetos, novas formas e vínculos de trabalho. Além disso, o país também está num momento diferente. Os pais que vieram dos anos 1980, por exemplo, viviam em uma instabilidade política e economiza muito forte, então era natural que eles se preocupassem mais "em sobreviver", ganhar dinheiro, ter uma estabilidade, cuidar da família. Esse jovem de hoje não viveu ditadura, inflação, ele já nasce em um cenário muito mais estável e positivo. Então ele se permite experimentar mais e pensar em outras coisas que o contexto em que os pais viviam não permitiu, seja pelo país ou seja pelas possibilidades do mundo.

87% dos jovens brasileiros acham que o Brasil é importante no mundo hoje. 89% dos jovens tem orgulho de ser brasileiro. 76% dos jovens brasileiros acreditam que o Brasil está mudando para melhor. 31% sonha com Respeito e cidadania para o país e 28% sonha com Oportunidade para todos. Ao mesmo tempo, se colocam como agentes da transformação e 90% afirma que gostaria de ter uma profissão que ajudasse a sociedade. Qual tende a ser o resultado dessa junção?

Essa na verdade foi a motivação inicial do trabalho. Olhar para esse país no melhor momento da sua história com essa geração que tem possibilidades e instrumentos que nunca houve, uma geração globalizada e conectada. O que a gente entende é que esse jovem percebe que existem muito mais oportunidades hoje e que esse potencial é gigante. Aí está a importância das pontes, porque conectar esses jovens com possibilidades de realização com oportunidades é uma coisa de que tem um grande potencial. Isso pode ser feito por todo mundo. A nossa intenção com essa pesquisa é que ela seja lida pelo maior número de pessoas e de atores. Todo mundo pode ler essa pesquisa e de alguma forma pensar em como pode propiciar que essas pontes sejam construídas e que esses jovens encontrem oportunidades de realização.

A pesquisa também revela uma geração que é, ao mesmo tempo, sonhadora e pragmática, consumista e vivenciável. Seriam objetivos opostos? Como o senhor ver isso?

Não diria que são opostos. Como eles são de uma geração mais aberta e múltipla, coexistem muitas coisas. A gente fala que é a geração do "e" e não do "ou". Você ser uma coisa não exclui de ser outra. O consumismo é uma característica do mundo. Diferente dos jovens dos anos 1980, que era aquela representação do individualismo, da carreira, que tinhas os sonhos focados em consumo, os jovens de hoje também consomem, talvez até mais, a diferença é que ele não coloca isso como sonho dele. A relação entre sonhador e batalhador, entre sonhador e responsável é muito interessante, porque é um sonho que vem com pragmatismo, com estar conectado com a ação cotidiana. Não é um sonho utópico, etéreo, distante, inalcançável. Então não são características excludentes, elas compõem um novo tipo de sonho.

O que diferencia um jovem-ponte dos demais?

Jovens transformadores sempre existiram em todas as gerações, a diferença está nos tipos de transformações que eles fazem, que estão condizentes com aquele tempo em que eles estão vivendo. Então os jovens-pontes são aqueles jovens transformadores do tempo atual. A transformação que eles trazem é diferente, por exemplo, de quando você olha o modelo dos anos 1960, quando as transformações eram comportamentais, ou dos anos 1970, que eram muito focadas nas revoluções políticas, armadas, nos movimentos estudantis. Todos os jovens eram assim? De forma alguma, mas tiveram alguns jovens que ficaram marcados com as características daquele tempo como um todo, que estavam à frente e que puxaram as transformações de toda uma geração. Hoje a gente está desenhando critérios desse jovem que vai ficar marcado como a imagem desse tempo. O que o jovem-ponte traz é que hoje a transformação não está necessariamente conectadas com a choque, conflito, revolução armada, nem necessariamente ao acúmulo financeiro, à dinheiro, à concentração de poder. A gente vê que a transformação que esses jovens estão trazendo está muito conectada com aquilo que a gente chamou de micro-revoluções, ou seja, ações diárias, que todo mundo pode fazer em suas vidas, inspiradas pelos heróis reais. Então a transformação do mundo de hoje esse jovem entende que vem da junção dessas micro-revoluções que estão acontecendo em todos os lugares. Uma coisa muito interessante também é que no modelo de pensamento desses jovens não é política que traz transformação, não são apenas as causas grandiosas, grandes mártires, mas todas as causas são igualmente importantes. Então você vê jovens preocupados não apenas com causas políticas, mas também com causa sociais, ambientais, culturais, educacionais, etc. Então esse jovem-ponte está atuando em diversas dessas causas, em várias redes diferentes. O que ele tem de diferente dos outros jovens é que muitas vezes ele transita por muito mais redes que os outros, então a gente encontrou jovens que têm diferentes tipos de atividades em diferentes ambientes, momentos e causas. Ele transita entre essas redes e acaba levando não só informação de um lado para o outro, mas também acaba re-elaborando muita coisa. Então ele pega algo de uma rede, mistura com aquilo as referencias dele, e devolve para as outras rede, fortalecendo essas causas e modelos de atuação. Ele trabalha muito pela colaboração, pelo diálogo, entendendo que a soma dessas pequenas coisas que cada um vai fazendo dentro dessas pequenas causas vão se somando e vão levar a transformações maiores na sociedade.

Por estarem conectados a mais redes, os jovens-transformadores atuais seriam mais influentes do que os de outras décadas?

É um poder de influencia diferente. O que a gente observava é que os jovens eram muito influentes dentro de um grupo, uma causa. Os jovens dos anos 1970, por exemplo, eram muito focados em política partidária e grupos muito fechados, ou era de direita ou de esquerda. Então seu poder de influencia estava muito dentro desses iguais, dessas pessoas que pensavam ou que se convertiam ao seu pensamento. Existia uma influência, mas dentro de um grupo muito mais homogêneo e de menos grupos. Hoje, em um mundo muito mais aberto e múltiplo, muito mais grupos existem, então esse jovem acaba exercendo influência em um número maior de jovens. Talvez ele não seja "o" grande líder de um grupo apenas, mas ele tem influência simultânea em vários deles.

Qual o poder de transformação desses jovens e qual a importância deles na construção do país?

A gente acredita que a forma de atuação deles será dentro dessas micro-revoluções. Esses jovens estão fazendo diversas coisas na vida cotidiana deles que, ao se somar à ação de todos, acaba criando transformações maiores. Dentro do trabalho a gente traz tanto novas formas de se pensar política, economia, família, religião, coisas que a gente entende como aquilo em que eles já estão influenciando a sua geração a repensar, como a própria forma de participação desse jovem em relação ao país, que é influencia sua geração a ter mais cidadania, honestidade, ética, a começar a fazer a sua parte a partir de baixo, não esperar. Sabe aquele mito do messias que um dia ia chegar no Brasil e salvar todo mundo? Esse jovem começar a pensar por uma lógica diferente, que é a das redes, da interconexão, de transformar a sociedade de baixo para cima.

Que tipo de sociedade esses jovens com novas formas de pensar, de agir e de se relacionar com o mundo vão criar?

Acho que essa valorização do coletivo é uma coisa muito importante. Essa noção da integração entre desenvolvimento econômico, social e ambiental, essa composição da sustentabilidade que muitas vezes o jovem não expressa dessa forma, com essas palavras, essa inter-relação, está cada vez mais forte e natural para esse jovem. Então eu acho que a gente vai ter um mundo um pouco mais aberto ao coletivo, mais responsável com as relações humanas e com o meio ambiente, sem excluir o desenvolvimento econômico. Essa geração já está pensando dentro desse novo modelo.

Então seria uma geração, pela sua própria essência, sustentável?

Bom, isso não é uma conclusão do estudo, mas minha opinião como sociólogo, é que sim. Cada vez mais essa geração se abre para isso.  

EcoDesenvolvimento.org - 2011-06-22

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Pesquisa O Sonho Brasileiro revela jovens engajados e ativos por um mundo sustentável

José Emídio tem 26 anos, é formado em administração pública pela Fundação Getúlio Vagas (FGV), já trabalhou em ONGs e governos, participou de um programa de liderança nos Estados Unidos e junto com amigos decidiu criar um movimento pela reforma política no Brasil - o projeto Eu Voto Distrital. O maior sonho dele é encontrar maneiras de mostrar para as pessoas que elas têm nas mãos os recursos que precisam pra fazer transformações que o país necessita e que podem acontecer agora.

Emídio é um exemplo dos 1.784 jovens entrevistados pela Box 1824 para o estudo O Sonho Brasileiro, que buscou ouvir a primeira geração global de brasileiros para entender seus valores, a forma como enxerga o país, os papeis que se propõe a desempenhar nele e os cenários futuros em que se vê atuando.

Os resultados da pesquisa revelaram o que Emídio já sabia na prática: os jovens brasileiros estão esperançosos com relação ao futuro, otimistas com o país, e focados na formação e na realização profissional. Segundo a pesquisa, 76% dos brasileiros entre 18 e 24 anos acreditam que o país está mudando para melhor, e 89% deles têm orgulho de serem brasileiros.

Além disso, eles agora sonham em unir trabalho com realização pessoal, em uma nova noção de sucesso que não considera apenas o acúmulo de dinheiro ou status social, mas a relação disso com a sua própria felicidade e com o bem-estar das pessoas que o rodeiam.

Para o sociólogo e um dos responsáveis pela pesquisa, Gabriel Milanez, os jovens de hoje podem se permitir buscar esse novo modelo de realização profissional e pessoal. "Ele não quer um trabalho só como meio de sobrevivência, 'eu vou trabalhar das 9h às 18h e depois eu vou ser feliz'. Isso não significa que o retorno financeiro, estabilidade e carreira não sejam importantes, são importantes também, mas ele quer integrar a isso satisfação pessoal", explica.

Segundo Milanez, essa mudança é um reflexo direto do novo cenário do país e do mundo. A geração dos anos 1980, por exemplo, viveu uma instabilidade política e economiza muito forte, o que tornou natural a busca por segurança financeira e profissional. "Esse jovem de hoje não viveu ditadura, inflação, ele já nasce em um cenário muito mais estável e positivo. Então se permite experimentar mais e pensar em outras coisas que o contexto em que os pais viviam não permitiu, seja pelo país, ou seja pelas possibilidades do mundo", afirma.

Outro ponto da pesquisa mostra como os jovens se colocam como os próprios agentes da transformação do país, ao mesmo tempo em que sonham com um Brasil mais justo e ético. Segundo o estudo, 90% dos entrevistados gostariam de ter uma profissão que ajudasse a sociedade, enquanto 31% sonha com respeito e cidadania para o país e 28% almeja oportunidade para todos.

A união de um país no melhor momento da sua história com uma geração globalizada e conectada, que tem possibilidades e instrumentos que nunca houve, é capaz de criar um cenário de oportunidades e potenciais "nunca vistos na história desse país". Na opinião de Emídio, esses resultados não demonstram tendências para um futuro, e sim revelam um momento real e que já está sendo colocado em prática diariamente. "Para fazer as mudanças, as pessoas precisam parar de esperar e acreditar que vai surgir um herói. Nós somos as pessoas pelas quais estávamos esperando, e a juventude já está fazendo isso no Brasil", defende.

A geração "Y", retratada na pesquisa, também se revelou sonhadora, consumista e responsável. Em comparação com as gerações anteriores, ela foi classificada como "coletiva", já que preza pela interdependência entre bem-estar individual e da sociedade (59% dos jovens brasileiros concordam que têm que pensar em si antes de pensar nos outros e 77% dos jovens concordam que o seu bem-estar depende do bem-estar da sociedade onde vive), e detentora de "sonhos possíveis", onde se busca a realização dos sonhos no dia a dia, unindo aspirações e objetividade no mesmo momento.

"A gente fala que é a geração do 'e' e não do 'ou'. Você ser uma coisa não exclui de ser outra. Os jovens de hoje também consomem, talvez até mais, a diferença é que ele não coloca isso como sonho dele. É um sonho que vem com pragmatismo, com estar conectado com a ação cotidiana. Não é um sonho utópico, etéreo, distante, inalcançável", opina o sociólogo.

Pontes

A pesquisa também buscou encontrar jovens que de fato já estão agindo e realizando pelo coletivo. Assim, identificou um perfil de atitude relacionada à responsabilidade pelo coletivo, que coloca em ação seus objetivos, possui um otimismo pragmático e, acima de tudo, redistribuem pensamentos e ideias, conectando redes e pessoas que nunca se falariam.

De acordo com a pesquisa, esses são os "jovens-pontes", jovens que são catalizadores de ideias, gerando um novo tipo de influência, que se dá pela transversalidade. No Brasil, cerca de 8% dos jovens possuem essas características, o que gera um número aproximado de 2 milhões de "jovens-pontes".

"Então os jovens-pontes são aqueles jovens transformadores do tempo atual. A gente vê que a transformação que esses jovens estão trazendo está muito conectada com aquilo que a gente chamou de micro-revoluções, ou seja, ações diárias, que todo mundo pode fazer em suas vidas, inspiradas pelos heróis reais", conta.

Com tantas possibilidades, Milanez defende ser vital a existência de pontes que conectem esses jovens com as oportunidades. "Isso pode ser feito por todo mundo. A nossa intenção com essa pesquisa é que ela seja lida pelo maior número de pessoas e de atores. Todo mundo pode ler esse estudo e de alguma forma pensar em como pode propiciar que essas pontes sejam construídas e que esses jovens encontrem oportunidades de realização."

Geração sustentável

Milanez ainda destaca que o modelo de pensamento desses jovens não é baseado exclusivamente em política como única ferramenta geradora de transformações, "não são apenas as causas grandiosas, grandes mártires, mas todas as causas são igualmente importantes. Então você vê jovens preocupados não apenas com causas políticas, mas também com causa sociais, ambientais, culturais, educacionais, etc. Esse jovem começa a pensar por uma lógica diferente, que é a das redes, da interconexão, de transformar a sociedade de baixo para cima", diz.

Com isso, os jovens que começam a despontar em um mundo com novas formas de pensar, de agir e de se relacionar, trazem consigo novos conceitos de desenvolvimento baseados no bem coletivo. "Essa noção da integração entre desenvolvimento econômico, social e ambiental, essa composição da sustentabilidade que muitas vezes o jovem não expressa dessa forma, está cada vez mais forte e natural".

Para o futuro, o sociólogo é otimista. "Acho que a gente vai ter um mundo um pouco mais aberto ao coletivo, mais responsável com as relações humanas e com o meio ambiente, sem excluir o desenvolvimento econômico. Essa geração já está pensando dentro desse novo modelo."

WebCitzen - 2011-06-21

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O Sonho Brasileiro

Copa do Mundo, Olimpíadas e a capa épica da revista The Economist - com o Cristo Redentor decolando. Estes foram alguns dos signos que João Paulo Cavalcanti, sócio da Box 1824, apresentou quando subiu ao palco do TEDx São Paulo (em novembro de 2009) para falar sobre um momento único do Brasil, de reconhecimento internacional e um otimismo interno.

Neste contexto, a pesquisa Sonho Brasileiro foi lançada, com a missão de descobrir qual o futuro do Brasil. Qual o propósito que este este país escolhido, escolheria para si. A pesquisa foi realizada durante cerca de dois anos e uma prévia do resultado foi apresentada também no TEDxAmazônia, por Carla Mayumi - que coordenou de perto o decorrer do projeto.

A pesquisa passou por três fases: qualitativa, quantitativa e semiótica. Em todos os momentos, o olhar esteve voltado a jovens de 18 a 24 anos, por seu alto poder de influência, impactando tanto os mais novos, quanto os mais velhos. Foram realizadas quase 2000 entrevistas, com jovens de 173 cidades e 23 estados.

O resultado tem duas perspectivas importantes para todos nós. A primeira é a forma como a pesquisa foi conduzida e apresentada. A Box 1824, também descobriu pelos caminhos do projeto a importância social do conhecimento que tinham acumulado com seu trabalho e tomaram a decisão corajosa de dedicar 1/3 do seu lucro anual ao Sonho Brasileiro. Só na fase final, dois parceiros se uniram: a Pepsico e o banco Itau. E ontem, toda a pesquisa foi disponibilizada na Internet.

Este já é um dos resultados do Sonho Brasileiro e um reflexo das mudanças culturais que estamos vivendo, em todo o processo de construção de conhecimento. Transformações que extrapolam o projeto.

Quanto ao retrato dos 25.906.194 de jovens com 18 a 24 anos, o destaque e também a melhor surpresa são os 8% (1 a cada 12) de "jovens-ponte" revelados. Os Jovens-ponte trabalham pelo coletivo, com poder de influência transformador. Eles transitam por mais grupos que a média das pessoas, o que aumenta não apenas o nicho de sua ação, mas também amplia e diversifica sua visão.

Para os jovens-ponte, felicidade, atuação social e trabalho caminham juntos. Política e cidadania fazem parte do seu cotidiano. E para nós, tudo isso é muito inspirador, por nos mostrar que o trabalho que fazemos está representado ali e que junto com a Webcitizen, muitas transformações estão acontecendo. Confira o resultado completo e comente aqui o que mais te chamou a atenção.

Formare - 2011-06-21

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Box1824 lança site do estudo ”Sonho Brasileiro”

Salo Seibel
Presidente da Satipel


A Box1824 lançou esta semana o site www.osonhobrasileiro.com.br, no qual é possível consultar o conteúdo completo do estudo "Sonho Brasileiro", que traça um perfil do Brasil e do futuro a partir da perspectiva dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos, de todas as regiões do país e de todas as classes sociais.

Com verbalizações dos jovens, fotos da pesquisa e dados quantitativos, o site é uma ferramenta de consulta abrangente sobre os assuntos tratados no estudo: os sonhos individuais e para o Brasil, a geração jovem, os drivers de novos comportamentos, as ressignificações das instituições sociais, os valores da transformação e o "Mapa das Vocações" do Brasil.

O acesso ao conteúdo é gratuito.

Sonho Brasileiro
O estudo é uma ação de responsabilidade social, sem viés de consumo e sem fins lucrativos, da Box1824. Surgiu da percepção de um momento inédito na história do país, em que se firma como importante ator mundial e encontra sua primeira geração de jovens globais, nascidos em um mundo hiperconectado.

Realizado com jovens na faixa de 18 a 24 anos, o estudo teve como objetivo identificar os elementos em comum dos sonhos individuais e coletivos desse público e delinear os impactos e as perspectivas de suas ações, amplificadas pelo otimismo em relação ao país e pelas possibilidades reais de transformar o mundo em um lugar melhor.

O estudo contou com ampla fase qualitativa, com cerca de 1.200 jovens das cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e Porto Alegre (RS). As entrevistas foram feitas a partir da metodologia "invasão de cenários", que significa conhecer o pesquisado no seu próprio local de convívio. Posteriormente, o Datafolha realizou a fase quantitativa para mensurar os resultados. Foram realizadas mais 1.784 entrevistas, com jovens de 173 cidades em 23 estados.

Descubra no site www.osonhobrasileiro.com.br os resultados e as principais conclusões do "Sonho Brasileiro".

Propaganda & Marketing - 2011-06-20

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Juventude está confiante no País

Os jovens de 18 a 24 anos apresentam orgulho em ser brasileiros e otimismo quanto ao futuro do País, de acordo com o projeto "Sonho Brasileiro", divulgado na última semana pela Box 1824, empresa com atuação no mapeamento de tendências de comportamento. 89% dos jovens disseram ter orgulho do País, enquanto 11% afirmaram ter vergonha. E 75% pensam que o Brasil está mudando para melhor. A nova geração demonstra também um comportamento mais coletivo e atuante na sociedade.

De acordo com Gabriel Milanez, sociólogo, o resultado é reflexo de dois aspectos: "Pelo viés interno, o Brasil está melhor do que no passado, é um lugar onde as coisas são possíveis; e pelo lado externo, o mundo está reconhecendo o País", diz. 87% dos jovens entrevistados acreditam que o Brasil é importante no mundo atualmente. Entre os pontos questionados na sondagem, apenas o confronto entre ética e corrupção teve saldo pessimista. 43% dos participantes projetam que a nação estará mais perto da corrupção nos próximos cinco anos do que da ética, que ficou com 38%. O ato de corromper, com 13%, também é citado como um dos sonhos de reparação dos jovens ao lado de menos violência, com 18%.

De acordo com o projeto, a nova juventude possui "drivers", como hiperconexão, não dualismo e microrrevoluções que os diferem das gerações predescessoras. Para 85% deles, a internet é uma ferramenta que contribui para o aprendizado e 63% acreditam que hoje existe o que pode ser denominado de "cultura global", relativa às pessoas do mundo inteiro. Os jovens também fogem do pensamento bipolar e restrito, como exemplifica o dado de que 83% concordam que diferentes partidos podem trabalhar juntos em prol de uma causa. Sobre as mudanças, 92% pensam que a somatória de pequenas ações vai, aos poucos, transformando a realidade. "Sonhar e agir para eles faz parte desta mesma ação", diz Carla Mayumi, sócia da BOXl824.

A pesquisa constatou também o perfil dos jovens "transformadores" ou "jovens-pontes", que se caracterizam por agir nas mais diversas áreas, seja em projetas relacionados à religião, educação esporte e cultura, entre outros. "Todos eles acreditam que estão transformando a sociedade. Se pegarmos estas microrrevoluções teremos um impacto muito grande", defende Carla. 8% dos entrevistados se encaixam neste perfil, o que significaria 2 milhões de jovens, se aplicado o percentual ao total de brasileiros com faixa etária de 18 a 24, cerca de 26 milhões, segundo dados do IBGE.

Essa postura também se reflete no universo do consumo, em um quadro em que 91% dos jovens entrevistados consideram os gastos da população acima do que necessário, como aborda Milanez. "No caso dos jovens-pontes, percebemos que o consumo para eles é uma atitude política. Têm uma visão mais crítica das empresas e cobrem um papel social delas. Eles não esperam marcas que se posicionem pelo discurso, mas que ajam. E transparência é uma palavra muito forte, no âmbito do governo ou das empresas", explica, ao ressaltar que a pesquisa não tem viés de consumo.

Na fase qualitativa, em que foram identificados os jovens-pontes, a pesquisa fez 1.200 abordagens em campo, entrevistando jovens das classes A, B e C, residentes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. Para a fase quantitativa, realizada pelo Datafolha, foram entrevistadas 1.784 pessoas de 173 cidades em 23 estados do Brasil, com perfis sociais distintos, das classes A a E. Após a sua conclusão, o estudo recebeu patrocínio das marcas Itaú e Pepsi, além do apoio de mídia da Globo. A partir desta segunda-feira (20), todo o material será disponibilizado no site www.osonhobrasileiro.com. br.

Blog Galileo - 2011-06-20

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Um Sonho Brasileiro e os Jovens-Pontes

No início de Junho tive o prazer de assistir a apresentação do estudo "Um sonho brasileiro" promovido pela empresa de pesquisa Box1824.

O estudo, uma pesquisa sobre os sonhos dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos mostrou resultados incriveis em uma apresentação inspiradora.

De acordo com a pesquisa, a nova juventude tem "drivers", como hiperconexão, não-dualismo e micro-revoluções que a difere das gerações que vieram antes. Com isso, fogem de conceitos como bipolarização e acreditam, 92%, em ações pequenas que aos poucos vão transformando a realidade das pessoas.

O que isso significa? Que os jovens enxergam que é possível estar bem e colaborar para o bem da sociedade ao mesmo tempo. E que o bem só existe se o individual e o coletivo conviverem em harmonia.

E por que participar de um grupo se a internet permite que você interaja em diversos? A pesquisa chamou a atenção para os "jovens-pontes", pessoas que se caracterizam por agir nas mais diversas áreas, seja em projetos de sócio educativos, cultura ou economia comunitária.

Para encerrar a apresentação, a Box1824 trouxe a banda mais bonita da cidade, criticas musicais a parte, um exemplo do senso de coletividade dos jovens brasileiros.

Tribuna do Norte - 2011-06-19

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O que pensam os jovens?

Isaac Ribeiro - repórter

Natal tem presenciado nos últimos dias uma grande mobilização contrária ao Poder Municipal, liderada por jovens insatisfeitos com a atual situação em que se encontra a cidade. A atitude dos manifestantes parece estar refletida no que revela o Projeto Sonho Brasileiro, uma das maiores pesquisas já realizadas sobre o futuro do País a partir da perspectiva da juventude brasileira.

Divulgado na última segunda-feira, 13, o estudo mostra mudanças de atitude e pensamento dos jovens, como um comportamento mais coletivo e atuante na sociedade, orgulho de ser brasileiro e otimismo com o futuro do País, entre outros relativos à família, trabalho, emprego, economia, religião, educação e sonhos, coletivos e individuais.

concordou com o que aponta a pesquisa

A pesquisa foi realizada pela empresa paulista Box1824, especializada em mapeamento de tendências de comportamento. A parte quantitativa ficou a cargo do instituto Datafolha, que entrevistou 1.784 jovens, na faixa de 18 a 24 anos, em 173 cidades e 23 estados brasileiros, das classes A e E.

Já a fase qualitativa ouviu jovens das classes A, B e C, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre.

Diferente do comportamento individualista dos jovens dos anos 80 e 90, voltados para o êxito profissional de suas carreiras e o retorno financeiro, a juventude de hoje sente a necessidade de respeito e valorização do coletivo. Muitos demonstram o desejo de agir de alguma forma pelo bem da comunidade.

Os pesquisadores apontam como destaque do estudo o novo significado dado por essa geração ao trabalho, onde 24% afirmam que o maior anseio está relacionado à "profissão dos sonhos";16% disseram ter como maior sonho questões mais funcionais ligadas ao trabalho, como a conquista de um emprego melhor ou do primeiro emprego.

De acordo com o Projeto Sonho Brasileiro, estabilidade, carreira e dinheiro são importantes para os jovens, mas dividem espaço com outras motivações, como realização pessoal e relevância social.

Vídeo e outros aspectos do estudo estão disponíveis no site www.osonhobrasileiro.com.br.

Pesquisa aponta um jovem orgulhoso de viver no brasil

O Projeto Sonho Brasileiro revela interessantes aspectos sobre o entendimento do jovem com relação ao país. Os que sentem orgulho do Brasil representam 89%, contra 11% que afirmam ter vergonha. Os dados ainda apontam 87% para quem acredita termos um papel importante no cenário internacional; e 75% que pensam estarmos mudando para melhor.

Para o sociólogo Gabriel Milanez, um dos pesquisadores do projeto, essa geração já nasceu num bom momento do Brasil - "o país do presente" na visão da juventude.

Do ponto de vista político, o jovem de hoje também pensa de forma diferente das gerações anteriores. "Ele não busca mudanças pelas vias institucionais, e tem uma visão cotidiana da política. A ideia do messias que vai salvar tudo não é a lógica", analisa Gabriel.

A juventude está pensando política de forma descentralizada e, de acordo com o Sonho Brasileiro, 59% deles não têm partido político. O voluntariado e o senso de coletividade crescem entre os jovens que, por viverem em um mundo cada vez mais conectado, atuam bastante em redes sociais na internet - uma "micro-revolução", como denomina o opesquisador.

"Não é mais o modelo do que vem de cima. É somar para transformar o todo. Um novo modelo de pensar a mudança social, não só a partir dos políticos tradicionais", comenta Milanez.

Um exemplo claro desse aspecto apontado pelo estudo pode ser visto no movimento #ForaMicarla e sua ocupação pacífica de 11 dias da Câmara de Vereadores de Natal.

A juventude tem projeções positivas para os próximos cinco anos, consideram ser a corrupção um problema muito sério e acreditam na ética. "É ser honesto como forma de transformação da sociedade e partindo dele. O jovem hoje é pragmático; não nutre um otimismo idealista e vê as coisas de forma realista. São otimistas por que enxergam as mudanças a partir deles", analisa o sociólogo.

Hoje em dia, o jovem tem mais liberdade para fazer escolhas e buscar seus objetivos nas mais diversas áreas. Com relação à família, ele se sente mais livre para experimentar qual modelo prefere; com filhos, sem filhos; ou até mesmo escolher não ter uma. A prática religiosa também é alvo de experimentos.

Estudantes acham que geração deles é mais atuante

O estudante André Mariano Lobo Paiva, 21 anos, do curso de Engenharia Têxtil da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, considera o jovem de hoje mais atuante politicamente do que de algumas gerações passadas. Ele comenta que apesar de não participar ativamente de nenhum movimento ou partido político, tem bem definidas suas convicções e ideologia.

André não considera o jovem de hoje conservador e, ao analisar a orientação religiosa da juventude, considera ter diminuído a prática na mesma proporção em o radicalismo recuou.

O trabalho e o emprego parecem estar realmente entre as principais aspirações dos jovens atuais. "Ele está procurando cada vez mais se especializar e buscando trabalhar em sua área o mais cedo possível", analisa André.

A estudante de Enfermagem da UFRN, Patrícia Medeiros da Silva, 23 anos, concorda com André que os jovens estão ingressando cedo no mercado de trabalho. "Alguns até deixam os estudos para trabalhar; tudo pela necessidade de se manter."

Refletindo sobre envolvimento político, a universitária não deixa de lembrar da importante atuação dos "caras pintadas" durante o processo de impeachment de Collor, tendo-os como base para análise e comparação. Para Patrícia, é importante participar das questões políticas, envolver-se com elas. "Nós temos mais liberdade, mais democracia. Antes era tudo mais limitado pela repressão."

Ela vê mais liberdade também na área religiosa e, em comparação com alguns valores de seus pais, acredita que certos costumes realmente mudaram bastante. "Meu pai fala sempre que antes o casamento era muito mais sério do que hoje."

Leonardo Matias, 22 anos, trabalha como supervisor de obras e faz parte de um grupo de jovens em Parnamirim. Ele acredita estarem os jovens de hoje mais preocupados em conhecer melhor aquilo que procuram, além de serem mais atuantes, em comparação a juventude de dez anos atrás, na política, religião, trabalho e ações coletivas, entre outras áreas.

"Hoje, devido à tecnologia, o pessoal tem mais conhecimento das coisas. Informação sempre teve; os jovens é que não procuravam se informar", analisa Leonardo, que, junto com seus amigos, atua como voluntário ajudando jovens drogados, incentivando-os a ter uma vida melhor.

Com relação a trabalho e emprego, Leonardo ainda vê um pouco de indecisão entre seus amigos, o que considera normal. Mas acredita que o mercado de trabalho tem dado bastante oportunidades aos jovens. "Com a experiência de trabalho, você vai se encaixando na área que procura."

O Globo - 2011-06-17

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FH se reinventa aos 80

O Supremo Tribunal Federal tem se colocado na vanguarda da sociedade brasileira no campo dos costumes ao aprovar, nos últimos dias, questões polêmicas como a união estável entre homossexuais e a permissão da defesa pública da legalização da maconha, retirando desse movimento o caráter de apologia de crime.

A decisão do Supremo chega no mesmo momento político em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está nos cinemas ancorando o documentário Rompendo tabus, em que debate com diversas personalidades mundiais sua mais recente cruzada, a da regulamentação do uso da maconha, com o objetivo de descriminalizá-lo.

A Comissão Global sobre Drogas, que ele coordena, vai mais adiante e tem uma clara tendência de trabalhar pela legalização e regulamentação do uso da maconha como a melhor maneira de combater o tráfico de drogas e suas consequências.

Esse, porém, é um passo adiante do já dado pela Comissão Latino-Americana, que, além do ex-presidente brasileiro, tem na sua coordenação os ex-presidentes César Gaviria, da Colômbia, e Ernesto Zedillo, do México, e defendeu a descriminalização da maconha, por ser a droga de uso amplamente majoritário no mundo (90% do consumo mundial de drogas) e, ao mesmo tempo, cujos malefícios podem ser comparados aos do álcool e do tabaco.

Fazem parte da Comissão Global políticos como Javier Solana, ex-secretário-geral da Otan e ex-alto representante para a Política Externa e de Segurança Comum da União Europeia; Ruth Dreifuss, ex-presidente da Suíça ; George Schultz, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos; e empresários como Richard Branson, fundador do grupo Virgin e ativista de causas sociais, e John Whitehead, banqueiro e presidente da fundação que construiu o memorial no lugar do World Trade Center, além de intelectuais como os escritores Carlos Fuentes, do México, e Mario Vargas Llosa, do Peru, prêmio Nobel de Literatura.

Essa nova frente de luta na formulação de políticas públicas encontra o sociólogo e político Fernando Henrique Cardoso em plena forma aos 80 anos, que completa amanhã, mas que vem sendo comemorado em diversos eventos nos últimos dias.

O ex-presidente tem sentido nas suas andanças pelo país a simpatia dos jovens, a maior parte dos quais nem mesmo tinha idade para avaliações políticas mais profundas quando o tucano estava no poder, 16 anos atrás.

O sociólogo e analista de opinião Antonio Lavareda considera que esses jovens tinham uma imagem deformada do ex-presidente pela luta política com o também ex-presidente Lula, que demonizou a atuação de seu adversário nos últimos anos, e agora se aproximam dele através da campanha para a descriminalização das drogas.

Fernando Henrique tem tido também uma visão mais moderna do que a maioria de seus pares sobre a importância das novas mídias na atuação política.

Uma pesquisa realizada em parceria entre a agência Box1824 e o Instituto Datafolha mostra que os jovens brasileiros não levam em consideração os partidos na hora de optar por instrumentos de engajamento político, ao mesmo tempo em que cada vez mais valorizam a internet como ferramenta para esse tipo de mobilização.

Pois FH escreveu, em seu polêmico artigo O papel da oposição na revista Interesse Nacional, que a tarefa das oposições seria utilizar essas ferramentas para tentar atrair seus usuários, em vez das modorrentas e burocráticas reuniões partidárias que só fazem afastar os cidadãos comuns da atividade política.

Nessa recente pesquisa entre jovens de 18 a 24 anos, ficou claro, segundo o sociólogo Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824, que, para o jovem, a política institucional partidária não é uma solução, eles buscam um novo modelo, com ações do dia a dia, conectando-se a grupos diferentes por meio das mídias sociais.

De manifestações simbólicas que nasceram pela internet e foram para as ruas, um dos melhores exemplos são justamente as marchas pela legalização da maconha organizadas em vários estados do país.

O ex-presidente Fernando Henrique, no seu já famoso artigo que o líder petista José Dirceu promete rebater através da mesma revista, defende a tese de que as oposições têm que se aproximar das diversas classes médias, de novas classes possuidoras (empresários de novo tipo e mais jovens), de profissionais das atividades contemporâneas ligadas à TI (tecnologia da informação) e ao entretenimento, aos novos serviços espalhados pelo Brasil afora.

Um público que, na avaliação de FH, estaria mais conectado às novas mídias sociais do que à atividade partidária, embora faça política o tempo todo, sem que os políticos tradicionais se deem conta disso.

O ex-presidente é amigo e uma espécie de guru do sociólogo Manuel Castells, da Universidade Southern California, nos Estados Unidos, um dos maiores estudiosos da nova sociedade civil que vem se organizando através das novas mídias, em condições de existir independentemente das instituições políticas e do sistema de comunicação de massa.

Justamente por isso, Fernando Henrique chama a atenção de seus pares para que não deixem sem acompanhamento essa legião de usuários da internet e seus derivados, que descobriu a força da união digital, mas não se liga na ação política através dos partidos.

Castells identifica um vazio de representação provocado pelo descrédito da classe política, especialmente junto aos jovens, que a ação através das novas mídias sociais procura preencher.

FH, ao contrário, quer que as oposições ocupem esse espaço se conectando com os integrantes da chamada Geração Y que trabalham com a ideia de organização e debate para decisões coletivas, como identificou Castells.

Como se vê, aos 80 anos, Fernando Henrique Cardoso está novamente na vanguarda dos movimentos sociais, reinventando a si mesmo.


HSM Management - 2011-06-17

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O Brasil-ponte: estratégia e gestão para sermos uma superpotência 4-em-1 no futuro

Ouvi uma história curiosa (e verídica) esses dias: um empresário estava a caminho de uma entrevista e passou na frente de uma casa onde rolava uma festa para a qual fora convidado. Virou-se para o diretor que o acompanhava e disse:

Veja a quantidade de manobristas na festa! Não vou mais falar com a jornalista, é muito mais importante eu estar nessa festa.

- Mas a jornalista está esperando, você pode se queimar, esse é um veículo muito importante .

- Veja a quantidade de manobristas de carros que há na festa. (Ele insistiu. Eram muitos mesmo.) Eu já aprendi que o indicador mais relevante da importância das pessoas que estão em um local é o número de manobristas. Eu tenho de estar onde importa.

Frisando que a jornalista preterida e trocada pelos manobristas não era eu (se não, de duas uma: ou ele não desistia da entrevista ou a história não chegava até mim rsrs), acho o caso exemplar de um Brasil que está passando, mas demorando a passar. Porque esse empresário não é velho no máximo, de meia-idade e faz um sucesso fenomenal. O talento para negócios lhe veio em doses cavalares. Mesmo com alguns dizendo que o carro será o cigarro de amanhã, o DataManobristas, de verdade, ainda importa DEMAIS.

A questão que quero lançar neste post, no entanto, é a seguinte: que Brasil virá depois do Brasil está passando? Qual o próximo Brasil após o Brasil-dos-manobristas?

Futuro se constrói no presente, todos sabemos, e foi só porque não temos há décadas (será que já tivemos?) um projeto de país que nosso presente virou um mero resultado randômico do passado. Primeiro, havia a desculpa da instabilidade para não tê-lo; depois, a da globalização galopante dos mercados financeiros. Sempre presente, a da não qualificação dos gestores públicos para elaborar esse design. Justa causa ou não, fato é que a estratégia de país ficou toda vida à deriva e agora, com economias emergentes em alta e cenário amplamente favorável apesar dos pesares, parece ter-se aberto a grande janela de oportunidade para gerenciar uma estratégia nacional, algo que o Michael Porter diz ser fundamental a qualquer nação que almeje dignidade para seu povo.

Então, faço a pergunta à comunidade da HSM: como deve ser o próximo Brasil, na opinião de vocês? Vou copiar aqui, de modo superficial, um Brasil que eu particularmente achei interessantíssimo, desenhado pela agência Box 1824, a partir da pesquisa O Sonho Brasileiro (quantitativa e qualitativa) que eles fizeram com jovens de 18 a 24 anos, bancada por conta e risco e que acaba de sair do forno.

Há mais informações sobre a pesquisa aqui e aqui (selecionei, de propósito, dois dos vários vieses, um tico antagônicos, que ela pode proporcionar), porém, no meu viés updater, enfatizo que descobriram que, embora o maior sonho do jovem seja ter um emprego e casa própria, existe um número significativo do que denominaram jovens-ponte (8% da população, o que dá 2 milhões de indivíduos, 1 em cada grupo de 12). São jovens que participam de diferentes realidades e as conectam, fazendo com que umas influenciem outras, do gênero MV Bill.

Esse futuro adulto agregador, potencialmente o influenciador hegemônico em breve, veio ao encontro do que o pessoal da Box 1824 processou, como vocação do Brasil, em estudos semióticos da imagem do Brasil na mídia ao longo dos anos e em rodas de conversas com pensadores. Juntando tudo, surgiu o desenho deles do próximo Brasil, uma proposta de posicionamento de país como Michael Porter tanto cobra dos brasileiros quando conversa conosco:

BRASIL, O PAÍS-PONTE

Isso. O próximo Brasil em questão, aquele que combinaria com os jovens-ponte na visão da Box 1824, seria um país mediador e agregador no mundo em quatro frentes, pelo menos:

Superpotência da felicidade, baseada na economia da festa (a expressão foi utilizada pelo antropólogo Hermano Vianna), do tipo o mundo trabalha na Ásia, pensa na Europa, ganha dinheiro nos Estados Unidos e se diverte no Brasil isso passa por transformar a diversidade, algo hoje passivo, em ativo, ou seja, em economia.

Superpotência criativa, promovendo fusões entre a periferia e o centro, artesanal e o industrial, transformando nossa pobreza em riqueza e humanizando a tecnologia o que passa por ressignificar positivamente o jeitinho brasileiro de improvisar, inclusive.

Superpotência natural, um país tradutor da natureza para o mundo, o que dispensa maiores explicações diante da riqueza de recursos naturais do Brasil e do clamor global por sustentabilidade.

Não sei vocês, mas eu gostei de me ver nesse espelho. Talvez atenda a uma necessidade que vai bem além da pirâmide de Maslow para ficar perto de explicar o fenômeno Anonymous. E parece BEEEM melhor que o Brasil dos manobristas, que também são intermediários, entre o ser humano e o carro, mas sem a tal da ressignificação estratégica (bem, ao menos aquilo era uma economia da festars).

E eu sei que o último manobrista que pegou meu carro em um restaurante o devolveu amassado; só percebi quando cheguei em casa.

Conexão Serrana - 2011-06-16

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Geração Sonhadora quer oportunidade para todos e menos consumismo

Novos tempos se consolidam a partir de mudanças de paradigmas culturais. A juventude brasileira de hoje demonstra que está muito mais interessada em valores como a solidariedade e o sonho de mudanças do que em valores individualistas.

Se conectam mais com discursos coletivos do que individualistas e querem menos consumismo. Apenas 5% quer ficar rico e 90% tem orgulho de ser brasileiro. É o que revela a pesquisa Sonho Brasileiro, estudo inédito divulgado segunda-feira (13) e que derruba alguns mitos com relação a juventude brasileira.

Novos tempos, novas atitudes Não é de estranhar que esta importante pesquisa teve uma repercussão abaixo do que deveria. A grande mídia não é afeita a reconhecer que seu velho discurso individualista não encontra o mesmo eco nesta nova geração. É sempre reconfortante saber que as mudanças, ainda que lentas, estão em curso!

Um estudo inédito divulgado nesta segunda-feira (13) em São Paulo mostra que 9 em cada 10 jovens (89%), com idades entre 18 e 24 anos, têm orgulho em ser brasileiros.

De acordo com o levantamento, que ouviu mais de 3.000 pessoas de 173 cidades do país, a geração atual é "sonhadora" - segundo avaliação de 34% dos entrevistados - e otimista em relação ao futuro do Brasil (75%).

A pesquisa Sonho Brasileiro, que levou mais de um ano para ser concluída, revela também que os jovens brasileiros querem transformar o mundo em um lugar melhor: 90% disseram querer exercer uma profissão que ajude a sociedade; 28% sonham com "oportunidades para todos"; 18% desejam menos violência; e 13% almejam o fim da corrupção.

Entretanto, diferentemente do que ocorria nos anos 1970 - quando o Brasil vivia a ditadura militar -, os jovens de hoje sabem que podem trabalhar por uma causa coletiva e buscar seus sonhos pessoais, como avalia Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824 (agência especializada em mapear tendências de comportamento), que realizou o estudo em parceria com o instituto Datafolha.

- Hoje, 50% dos jovens brasileiros se conectam mais com discursos coletivos que individualistas. [...] Isso mostra que o jovem concorda que tem um papel de transformar a sociedade, ou seja, ele entende que o que é mais aceitável socialmente é ser mais 'coletivo'.

Isso ajuda a entender porque apenas 5% dos jovens elegeram como prioridade "ficar rico", e porque o sonho da casa própria está no topo da lista de somente 15%. Ao serem questionados sobre seus sonhos individuais, 55% dos entrevistados optaram pela educação e escolheram como prioridade "a formação profissional e emprego na área escolhida".

Grana e carreira

O modo como os jovens encaram a carreira é um dos principais "pontos de conflito" em relação à geração dos pais deles, quando a estabilidade financeira estava no topo da lista de desejos. Isso não quer dizer, porém, que os brasileiros perderam o desejo de conquistar dinheiro, apenas mostra que coisas como "realização pessoal" e preocupação social ganharam maior importância, observa Milanez.

- Nós saímos de uma geração muito preocupada com sucesso, estabilidade, em ficar rico logo, etc. Mas, se for pensar no contexto do país, nós tínhamos uma instabilidade econômica muito forte, então havia a noção de que era necessário, antes de tudo, sobreviver. [...] A partir do momento em que nós temos uma economia mais estável, é possível pensar em outros objetivos.

Enquanto 34 % dos jovens classificam a geração atual como "sonhadora", outros 31% a definiram como "consumista". Neste sentido, 91% disseram acreditar que as pessoas consomem mais do que precisam e 9% têm medo de ganhar muito dinheiro e ficar infelizes.

A percepção sobre o Brasil também mudou. Para a geração atual, o Brasil já não é mais o "país do futuro", e sim o país "do presente". Em cinco anos, porém, os brasileiros viverão no "país das realizações", como apostam 46% dos entrevistados.


R7

Uol - 2011-06-15

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Jovens têm orgulho de ser brasileiros e acreditam que País é importante no mundo

"O Brasil está muito mais posicionado no mundo do que estava há alguns anos. É uma valorização daquilo que é brasileiro, voltado para o Brasil. Isso faz com que, sem dúvida, essa geração tenha um sentimento muito maior de ser brasileiro do que a geração passada". A frase é de um dos jovens que participaram da pesquisa "Sonho Brasileiro", realizada pela Box 1824.

De acordo com o levantamento, 89% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro. Para os realizadores da pesquisa, essa parcela da população é o centro primário de influência da sociedade, por possuir valores e comportamentos que são aspiração para os mais novos e inspiração para os mais velhos.

Outro dado relevante é que 87% deles acreditam que o País é importante no mundo hoje. "A gente era só um espectador e agora está virando um protagonista de âmbito mundial", disse um dos jovens. "A opinião do Brasil tem peso agora".

Mudanças
Outra descoberta da pesquisa, divulgada na última segunda-feira (13), diz respeito à percepção de que o Brasil está melhorando. Enquanto 75% dos jovens acreditam que o País está mudando para melhor, outros 68% acreditam que o Brasil da próxima geração será melhor do que o Brasil em que vivem hoje.

Mas não é exatamente no futuro que esses jovens estão de olho. A percepção de que somos o País do presente e não mais do futuro já é muito disseminada entre eles: o País nunca teve tantas oportunidades como hoje e que esse é o momento mais propício para que mudanças sejam promovidas.

Projeções
Os entrevistados também foram convidados a se posicionar onde enxergam o Brasil dentro de cinco anos, a partir de alguns pares de oposição. Na maioria dos cenários, a projeção positiva ultrapassou a negativa, exceto em um caso: país da corrupção versus país da ética.

.59% enxergam que o Brasil estará mais perto do diálogo do que do autoritarismo; 22% pensam ao contrário.
.53% dos jovens vêem o Brasil como potência internacional que influenciará outros países; 25% acreditam que seremos submissos a outras potências.
.52% acreditam que estaremos mais próximos de ser o País da criatividade, do que do jeitinho malandro; 32% projetam o contrário.
.52% crêem que o Brasil terá mais consciência de seus recursos e riquezas naturais; mas, 28% acreditam que o País não saberá o que fazer com eles.
.46% que o País terá mais justiça social; enquanto que 36% acreditam que teremos mais desigualdades sociais.

Outros números mostram que 61% dos jovens acreditam que o Brasil poderá estar, nos próximos cinco anos, mais próximos da cidadania; que outros 46% acreditam que seremos o País das realizações de não apenas da esperança; e 56% enxergam uma integração cultural e social.

Zero Hora - 2011-06-14

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Eles querem estudo e emprego

Nem casa própria, dinheiro ou bens de consumo. O maior sonho do jovem hoje é ter boa formação profissional e um emprego. O perfil dos entrevistados, de 18 a 24 anos, aparece no estudo inédito Sonho Brasileiro, divulgado ontem, e revela pessoas que almejam realizações possíveis, diferentemente dos planos grandiosos da juventude dos anos 60 e 70.

Oestudo da Box1824, empresa de pesquisa especializada no mapeamento de tendências de comportamento, em parceria com o instituto Datafolha, mostra que 55% dos entrevistados têm como maior sonho individual a formação profissional e emprego. Depois, aparecem casa própria (15%), ficar rico ou ter estabilidade financeira (9%), a família (6%) e compra de bens como carro, moto e eletrodomésticos (3%). Para o sociólogo Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824 envolvido no estudo, o resultado não significa que a nova geração rejeita ficar rica ou ter o carro do ano.

- O fim não é só ficar rico e consumir. É ser alguma coisa mais do que ter. Ao mesmo tempo, o jovem não nega que deseja estabilidade e retorno financeiro. Não significa que não quer posses, mas quer ir além - diz Milanez.

Se nos anos 60 e 70 a juventude tinha sonhos grandiosos, a geração atual deseja o que está mais à mão. Tal comportamento deriva em muito da percepção de que os planos dos pais de mudar o mundo, calcados em revoluções, não deram certo.

- A nova geração é mais pragmática. A característica deles é que apostem em sonhos possíveis - explica Milanez.

Essa condição aparece na escala de sonhos construída nas entrevistas. A primeira pergunta do questionário era "Qual o seu maior sonho?". "Ser feliz" aparece em sétimo lugar, com 2%, depois de ter um carro, moto ou eletrodoméstico (3%) e de viajar (2%).

- Ser feliz é uma coisa muito etérea. Os sonhos da nova geração são vivenciáveis e podem ser o caminho para outros sonhos - diz o sociólogo.

O estudo mostra ainda que 89% dos entrevistados têm orgulho de ser brasileiros. Ao mesmo tempo, a maioria não tem preferência partidária e concorda ser possível mudar a política a partir de ações do dia a dia.

- O jovem faz a parte dele. Ele participa de movimentos ambientalistas, por exemplo, não precisa virar deputado para buscar uma mudança na sociedade - argumenta o pesquisador.

Yahoo Notícias - 2011-06-14

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Para jovens, ganhar muito dinheiro não é problema, mas origem tem de ser honesta

Os jovens brasileiros não veem problemas em se ganhar muito dinheiro, desde que a origem seja honesta, mostra pesquisa realizada pela BOX1824, empresa de pesquisa especialista no mapeamento de tendências de comportamento.

Essa percepção atinge 74% dos 1.784 entrevistados de 18 a 24 anos de 173 cidades brasileiras. O estudo aponta que os jovens não acreditam que existe problema com o dinheiro em si, mas no mau uso que as pessoas fazem dele.

Separando a análise, 43% acreditam que não há problema em se ganhar muito dinheiro, desde que honestamente. Já 31% acreditam que o problema está no mau uso.

Minoria O estudo mostra ainda que a minoria dos jovens relaciona o dinheiro com o medo e a infelicidade. Apenas 9% dos entrevistados afirmam ter medo de ganhar muito dinheiro, por acreditarem que, dessa forma, serão infelizes.

Outros 9% afirmam que seu objetivo de vida é ganhar cada vez mais dinheiro. Já 6% dos entrevistados se mostram mais desapegados e dizem que dinheiro é para circular e não para ser acumulado.

A pesquisa ainda aponta que 3% se mostram mais altruístas e dizem que preferem gastar o dinheiro que ganham ajudando os outros a guardar para eles mesmos.

Jovens preocuopados A conclusão do estudo quanto a relação que os jovens têm com o dinheiro é que eles buscam valores mais justos e responsáveis na forma como ganham e gastam seu dinheiro. Para 67% dos jovens brasileiros, é possível mudar uma comunidade sem ser a partir do dinheiro.

Esses jovens, de acordo com o estudo, acreditam que a mentalidade de acúmulo atingiu extremos com graves consequências sociais. Tanto que 91% dos entrevistados acreditam que as pessoas consomem hoje muito mais do que precisam.


Uol Últimas Notícias/ InfoMoney - 2011-06-14

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Para jovens, ganhar muito dinheiro não é problema, mas origem tem de ser honesta

Os jovens brasileiros não veem problemas em se ganhar muito dinheiro, desde que a origem seja honesta, mostra pesquisa realizada pela BOX1824, empresa de pesquisa especialista no mapeamento de tendências de comportamento.

Essa percepção atinge 74% dos 1.784 entrevistados de 18 a 24 anos de 173 cidades brasileiras. O estudo aponta que os jovens não acreditam que existe problema com o dinheiro em si, mas no mau uso que as pessoas fazem dele.

Separando a análise, 43% acreditam que não há problema em se ganhar muito dinheiro, desde que honestamente. Já 31% acreditam que o problema está no mau uso.

Minoria
O estudo mostra ainda que a minoria dos jovens relaciona o dinheiro com o medo e a infelicidade. Apenas 9% dos entrevistados afirmam ter medo de ganhar muito dinheiro, por acreditarem que, dessa forma, serão infelizes.

Outros 9% afirmam que seu objetivo de vida é ganhar cada vez mais dinheiro. Já 6% dos entrevistados se mostram mais desapegados e dizem que dinheiro 'é para circular e não para ser acumulado'.

A pesquisa ainda aponta que 3% se mostram mais altruístas e dizem que preferem gastar o dinheiro que ganham ajudando os outros a guardar para eles mesmos.

Jovens preocuopados
A conclusão do estudo quanto a relação que os jovens têm com o dinheiro é que eles 'buscam valores mais justos e responsáveis na forma como ganham e gastam seu dinheiro'. Para 67% dos jovens brasileiros, é possível mudar uma comunidade sem ser a partir do dinheiro.

Esses jovens, de acordo com o estudo, acreditam que a mentalidade de acúmulo atingiu extremos com graves consequências sociais. Tanto que 91% dos entrevistados acreditam que as pessoas consomem hoje muito mais do que precisam.

Radio Sepé Online - 2011-06-14

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Mais da metade dos jovens sonha em se formar e ter um emprego, aponta pesquisa

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa "O Sonho Brasileiro", que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: Qual o seu maior sonho? e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém explica Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.

Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).

Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%). O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor.

Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.
É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo diz Carla.

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu afirmou a pesquisadora.

A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.


Pioneiro - 2011-06-14

impresso

Mais da metade dos jovens sonha em se formar e ter um emprego, aponta pesquisa

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa "O Sonho Brasileiro", que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

- Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: Qual o seu maior sonho? e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém - explica Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.

Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).

Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%). O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor.

Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.
- É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo - dizCarla.

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

- O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu - afirmou a pesquisadora.

A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.

Olhar Direto - 2011-06-14

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Mais da metade dos jovens sonham em se formar e ter um emprego, aponta pesquisa

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa O Sonho Brasileiro, que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: Qual o seu maior sonho? e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém, explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.

Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).

Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).

O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.

É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo, disse Carla.

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

O Serrano Online - 2011-06-14

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Mais da metade dos jovens sonham em se formar e ter um emprego, aponta pesquisa

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa O Sonho Brasileiro, que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

"Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: Qual o seu maior sonho? e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém", explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.

Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).

Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).

O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.

"É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo", disse Carla.

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

"O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu", afirmou a pesquisadora.

A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.

Itapoan Online - 2011-06-14

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Quase 90% dos jovens têm orgulho de ser brasileiros, revela pesquisa

Um estudo inédito divulgado nesta segunda-feira (13) em São Paulo mostra que 9 em cada 10 jovens (89%), com idades entre 18 e 24 anos, têm orgulho em ser brasileiros. De acordo com o levantamento, que ouviu mais de 3.000 pessoas de 173 cidades do país, a geração atual é 'sonhadora' &ndash segundo avaliação de 34% dos entrevistados &ndash e otimista em relação ao futuro do Brasil (75%).


A pesquisa Sonho Brasileiro, que levou mais de um ano para ser concluída, revela também que os jovens brasileiros querem transformar o mundo em um lugar melhor: 90% disseram querer exercer uma profissão que ajude a sociedade; 28% sonham com 'oportunidades para todos'; 18% desejam menos violência; e 13% almejam o fim da corrupção.


Entretanto, diferentemente do que ocorria nos anos 1970 &ndash quando o Brasil vivia a ditadura militar &ndash, os jovens de hoje sabem que podem trabalhar por uma causa coletiva e buscar seus sonhos pessoais, como avalia Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824 (agência especializada em mapear tendências de comportamento), que realizou o estudo em parceria com o instituto Datafolha.


- Hoje, 50% dos jovens brasileiros se conectam mais com discursos coletivos que individualistas. [...] Isso mostra que o jovem concorda que tem um papel de transformar a sociedade, ou seja, ele entende que o que é mais aceitável socialmente é ser mais coletivo.

Isso ajuda a entender porque apenas 5% dos jovens elegeram como prioridade 'ficar rico', e porque o sonho da casa própria está no topo da lista de somente 15%. Ao serem questionados sobre seus sonhos individuais, 55% dos entrevistados optaram pela educação e escolheram como prioridade 'a formação profissional e emprego na área escolhida'.


Grana e carreira


O modo como os jovens encaram a carreira é um dos principais 'pontos de conflito' em relação à geração dos pais deles, quando a estabilidade financeira estava no topo da lista de desejos. Isso não quer dizer, porém, que os brasileiros perderam o desejo de conquistar dinheiro, apenas mostra que coisas como 'realização pessoal' e preocupação social ganharam maior importância, observa Milanez.


- Nós saímos de uma geração muito preocupada com sucesso, estabilidade, em ficar rico logo, etc. Mas, se for pensar no contexto do país, nós tínhamos uma instabilidade econômica muito forte, então havia a noção de que era necessário, antes de tudo, sobreviver. [...] A partir do momento em que nós temos uma economia mais estável, é possível pensar em outros objetivos.


Enquanto 34 % dos jovens classificam a geração atual como 'sonhadora', outros 31% a definiram como 'consumista'. Neste sentido, 91% disseram acreditar que as pessoas consomem mais do que precisam e 9% têm medo de ganhar muito dinheiro e ficar infelizes.


A percepção sobre o Brasil também mudou. Para a geração atual, o Brasil já não é mais o 'país do futuro', e sim o país 'do presente'. Em cinco anos, porém, os brasileiros viverão no 'país da esperança', como apostam 46% dos entrevistados.

InfoMoney - 2011-06-14

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Para jovens, ganhar muito dinheiro não é problema, mas origem tem de ser honesta

Camila F. de Mendonça

Os jovens brasileiros não veem problemas em se ganhar muito dinheiro, desde que a origem seja honesta, mostra pesquisa realizada pela BOX1824, empresa de pesquisa especialista no mapeamento de tendências de comportamento.


Essa percepção atinge 74% dos 1.784 entrevistados de 18 a 24 anos de 173 cidades brasileiras. O estudo aponta que os jovens não acreditam que existe problema com o dinheiro em si, mas no mau uso que as pessoas fazem dele.


Separando a análise, 43% acreditam que não há problema em se ganhar muito dinheiro, desde que honestamente. Já 31% acreditam que o problema está no mau uso.

Minoria

O estudo mostra ainda que a minoria dos jovens relaciona o dinheiro com o medo e a infelicidade. Apenas 9% dos entrevistados afirmam ter medo de ganhar muito dinheiro, por acreditarem que, dessa forma, serão infelizes.


Outros 9% afirmam que seu objetivo de vida é ganhar cada vez mais dinheiro. Já 6% dos entrevistados se mostram mais desapegados e dizem que dinheiro é para circular e não para ser acumulado.


A pesquisa ainda aponta que 3% se mostram mais altruístas e dizem que preferem gastar o dinheiro que ganham ajudando os outros a guardar para eles mesmos.

Jovens preocupados.

A conclusão do estudo quanto a relação que os jovens têm com o dinheiro é que eles buscam valores mais justos e responsáveis na forma como ganham e gastam seu dinheiro. Para 67% dos jovens brasileiros, é possível mudar uma comunidade sem ser a partir do dinheiro.


Esses jovens, de acordo com o estudo, acreditam que a mentalidade de acúmulo atingiu extremos com graves consequências sociais.

Imirante - 2011-06-14

online

Mais da metade dos jovens sonham em se formar e ter um emprego

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa O Sonho Brasileiro, que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.


"Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: Qual o seu maior sonho? e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém", explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.


Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).


Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).


O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.


"É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo", disse Carla.

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.


O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu", afirmou a pesquisadora.


A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.

Hoje em Dia - 2011-06-14

impresso

Quase 90% dos jovens têm orgulho de ser brasileiros

Um estudo inédito divulgado nesta segunda-feira (13) em São Paulo mostra que nove em cada dez jovens (89%), com idades entre 18 e 24 anos, têm orgulho em ser brasileiros. De acordo com o levantamento, que ouviu mais de 3.000 pessoas de 173 cidades do país, a geração atual é 'sonhadora' &ndash segundo avaliação de 34% dos entrevistados &ndash e otimista em relação ao futuro do Brasil (75%).


A pesquisa 'Sonho Brasileiro', que levou mais de um ano para ser concluída, revela também que os jovens brasileiros querem transformar o mundo em um lugar melhor: 90% disseram querer exercer uma profissão que ajude a sociedade; 28% sonham com 'oportunidades para todos'; 18% desejam menos violência; e 13% almejam o fim da corrupção.


Entretanto, diferentemente do que ocorria nos anos 1970 &ndash quando o Brasil vivia a ditadura militar &ndash, os jovens de hoje sabem que podem trabalhar por uma causa coletiva e buscar seus sonhos pessoais, como avalia Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824 (agência especializada em mapear tendências de comportamento), que realizou o estudo em parceria com o instituto Datafolha.


'Hoje, 50% dos jovens brasileiros se conectam mais com discursos coletivos que individualistas. (...) Isso mostra que o jovem concorda que tem um papel de transformar a sociedade, ou seja, ele entende que o que é mais aceitável socialmente é ser mais coletivo.


Isso ajuda a entender porque apenas 5% dos jovens elegeram como prioridade 'ficar rico', e porque o sonho da casa própria está no topo da lista de somente 15%. Ao serem questionados sobre seus sonhos individuais, 55% dos entrevistados optaram pela educação e escolheram como prioridade 'a formação profissional e emprego na área escolhida'.


Grana e carreira


O modo como os jovens encaram a carreira é um dos principais 'pontos de conflito' em relação à geração dos pais deles, quando a estabilidade financeira estava no topo da lista de desejos. Isso não quer dizer, porém, que os brasileiros perderam o desejo de conquistar dinheiro, apenas mostra que coisas como 'realização pessoal' e preocupação social ganharam maior importância, observa Milanez.


-Nós saímos de uma geração muito preocupada com sucesso, estabilidade, em ficar rico logo, etc. Mas, se for pensar no contexto do país, nós tínhamos uma instabilidade econômica muito forte, então havia a noção de que era necessário, antes de tudo, sobreviver. [...] A partir do momento em que nós temos uma economia mais estável, é possível pensar em outros objetivos.


Enquanto 34 % dos jovens classificam a geração atual como 'sonhadora', outros 31% a definiram como 'consumista'. Neste sentido, 91% disseram acreditar que as pessoas consomem mais do que precisam e 9% têm medo de ganhar muito dinheiro e ficar infelizes.

A percepção sobre o Brasil também mudou. Para a geração atual, o Brasil já não é mais o 'país do futuro', e sim o país 'do presente'. Em cinco anos, porém, os brasileiros viverão no 'país das realizações', como apostam 46% dos entrevistados.

Floripa News - 2011-06-14

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Maior sonho dos jovens brasileiros é estudar e ter um emprego

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa O Sonho Brasileiro, que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

"Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: Qual o seu maior sonho? e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém", explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.

Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção.

Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%). Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).

Orgulho

O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.

"É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo", disse Carla.

Política

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

"O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu", afirmou a pesquisadora.

A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.


Fonte: Floripa News (www.floripanews.com.br)

Correio Web - 2011-06-14

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Mais da metade dos jovens sonham em se formar e ter um emprego

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa "O Sonho Brasileiro", que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

'Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: 'Qual o seu maior sonho?' e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém', explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.

Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).

Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).

O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.

'É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo', disse Carla.

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

'O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu', afirmou a pesquisadora.

A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.

Clientes S/A - 2011-06-14

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Estudo traça perfil dos jovens

A Box 1824, empresa especialista no mapeamento de tendências de comportamento, lança "O sonho de um brasileiro", um estudo aberto, realizado com jovens entre 18 e 24 anos. A pesquisa tinha como objetivo identificar os elementos em comum dos sonhos individuais e coletivos do público. O estudo não teve viés de consumo, nem fins lucrativos.

"O sonho de um brasileiro" instiga uma combinação inédita: o Brasil em sua melhor fase encontra sua geração global. A pesquisa conversou com jovens da classe A, B, C, D e E, de 173 cidades brasileiras, de 23 estados, totalizando em 1.784 entrevistas. As questões estavam relacionadas ao trabalho profissional, a família, a religião, a política, educação, e aos sonhos individuais e coletivos.

Nos sonhos individuais, 55% dos participantes disseram que desejam ter um bom emprego e formação universitária. Sendo que 7% buscam um emprego melhor e 4% almejam ser empreendedores. Nessa mesma categoria, 15% dos jovens planejam ter a casa própria e 9% desejam estabilidade financeira.

Os sonhos coletivos foram divididos em duas vertentes: os de reparação e os de realização. A primeira recebeu 31% dos votos, tendo sido dividia pela reparação da violência (18%) e da corrupção (13%). Enquanto a segunda foi escolhida por 28% dos jovens, entre mais empregos (10%), mais igualdade social (10%), e mais educação (8%).

No parâmetro geral da pesquisa, ainda sobre o trabalho profissional, 41% afirmaram que buscam satisfação no trabalho, 39% maior salário e 90% desejam ter uma profissão que colabore com a sociedade.

Sobre a política brasileira, 59% afirmaram não ter partido político de preferência, porém 83% concordaram que a maior parte dos políticos afastou sua atividade de sua essência para direcioná-la ao bem comum. Outros 71% disseram que usar a internet para mobilizar as pessoas é um jeito de fazer política.

Outras informações relevantes da pesquisa dizem que 81% dos jovens consideram repassar tradições populares e conhecimento é mais importante que a escola. 79% consideram que a família não se resume a laços de sangue. 77% se sentem livres para experimentar outras religiões e 68% acreditam que a igreja poderia ser mais flexível. E por último, 91% dos participantes concordaram que as pessoas consomem mais do que precisam. 

Bol Notícias - 2011-06-14

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Para jovens, ganhar muito dinheiro não é problema, mas origem tem de ser honesta

Os jovens brasileiros não veem problemas em se ganhar muito dinheiro, desde que a origem seja honesta, mostra pesquisa realizada pela BOX1824, empresa de pesquisa especialista no mapeamento de tendências de comportamento.

Essa percepção atinge 74% dos 1.784 entrevistados de 18 a 24 anos de 173 cidades brasileiras. O estudo aponta que os jovens não acreditam que existe problema com o dinheiro em si, mas no mau uso que as pessoas fazem dele.

Separando a análise, 43% acreditam que não há problema em se ganhar muito dinheiro, desde que honestamente. Já 31% acreditam que o problema está no mau uso.

Minoria
O estudo mostra ainda que a minoria dos jovens relaciona o dinheiro com o medo e a infelicidade. Apenas 9% dos entrevistados afirmam ter medo de ganhar muito dinheiro, por acreditarem que, dessa forma, serão infelizes.

Outros 9% afirmam que seu objetivo de vida é ganhar cada vez mais dinheiro. Já 6% dos entrevistados se mostram mais desapegados e dizem que dinheiro 'é para circular e não para ser acumulado'.

A pesquisa ainda aponta que 3% se mostram mais altruístas e dizem que preferem gastar o dinheiro que ganham ajudando os outros a guardar para eles mesmos.

Jovens preocuopados
A conclusão do estudo quanto a relação que os jovens têm com o dinheiro é que eles 'buscam valores mais justos e responsáveis na forma como ganham e gastam seu dinheiro'. Para 67% dos jovens brasileiros, é possível mudar uma comunidade sem ser a partir do dinheiro.

Esses jovens, de acordo com o estudo, acreditam que a mentalidade de acúmulo atingiu extremos com graves consequências sociais. Tanto que 91% dos entrevistados acreditam que as pessoas consomem hoje muito mais do que precisam.

Bol Notícias - 2011-06-14

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Jovens têm orgulho de ser brasileiros e acreditam que País é importante no mundo

SÃO PAULO - "O Brasil está muito mais posicionado no mundo do que estava há alguns anos. É uma valorização daquilo que é brasileiro, voltado para o Brasil. Isso faz com que, sem dúvida, essa geração tenha um sentimento muito maior de ser brasileiro do que a geração passada". A frase é de um dos jovens que participaram da pesquisa "Sonho Brasileiro", realizada pela Box 1824.

De acordo com o levantamento, 89% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro. Para os realizadores da pesquisa, essa parcela da população é o centro primário de influência da sociedade, por possuir valores e comportamentos que são aspiração para os mais novos e inspiração para os mais velhos.

Outro dado relevante é que 87% deles acreditam que o País é importante no mundo hoje. "A gente era só um espectador e agora está virando um protagonista de âmbito mundial", disse um dos jovens. "A opinião do Brasil tem peso agora".

Mudanças
Outra descoberta da pesquisa, divulgada na última segunda-feira (13), diz respeito à percepção de que o Brasil está melhorando. Enquanto 75% dos jovens acreditam que o País está mudando para melhor, outros 68% acreditam que o Brasil da próxima geração será melhor do que o Brasil em que vivem hoje.

Mas não é exatamente no futuro que esses jovens estão de olho. A percepção de que somos o País do presente e não mais do futuro já é muito disseminada entre eles: o País nunca teve tantas oportunidades como hoje e que esse é o momento mais propício para que mudanças sejam promovidas.

Projeções
Os entrevistados também foram convidados a se posicionar onde enxergam o Brasil dentro de cinco anos, a partir de alguns pares de oposição. Na maioria dos cenários, a projeção positiva ultrapassou a negativa, exceto em um caso: país da corrupção versus país da ética.


.59% enxergam que o Brasil estará mais perto do diálogo do que do autoritarismo; 22% pensam ao contrário.
.53% dos jovens vêem o Brasil como potência internacional que influenciará outros países; 25% acreditam que seremos submissos a outras potências.
.52% acreditam que estaremos mais próximos de ser o País da criatividade, do que do jeitinho malandro; 32% projetam o contrário.
.52% crêem que o Brasil terá mais consciência de seus recursos e riquezas naturais; mas, 28% acreditam que o País não saberá o que fazer com eles.
.46% que o País terá mais justiça social; enquanto que 36% acreditam que teremos mais desigualdades sociais.

Outros números mostram que 61% dos jovens acreditam que o Brasil poderá estar, nos próximos cinco anos, mais próximos da cidadania; que outros 46% acreditam que seremos o País das realizações de não apenas da esperança; e 56% enxergam uma integração cultural e social.

Balaio do Kotscho - 2011-06-14

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Jovens sonham e acreditam no Brasil

Apareceu, finalmente, uma bela notícia, a melhor do ano, pelo menos para mim. Foi publicada nesta segunda-feira, aqui mesmo no R7, às 14h59, pela repórter Marina Novaes. Como não vi a repercussão em outros portais e folhas de papel, ao contrário do aconteceria se tivesse ocorrido alguma desgraça, vale a pena relembrar os principais trechos:

* Quase 90% dos jovens têm orgulho de ser brasileiros, revela pesquisa.

* Geração "sonhadora" quer "oportunidade para todos" e menos consumismo.

* Formação profissional está no topo das preocupações dos jovens de hoje; 90% quer uma carreira que ajude o Brasil.

"Hoje, 50% dos jovens brasileiros se conectam mais com discursos coletivos do que individualistas (...) Isso mostra que o jovem concorda que tem um papel de transformar a sociedade, ou seja, ele entende que o que mais aceitável socialmente é ser mais 'coletivo'", constata Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824, uma agência especializada em mapear tendências de comportamento, que desenvolveu o estudo "Sonho Brasileiro" durante mais de um ano, em parceria com o Instituto Datafolha.

Confesso que estes números mostrando mais solidariedade do que ganância na alma dos nossos jovens constituiram uma grata surpresa para mim, que temia no consumismo galopante o fim daquilo que os antigos chamavam de idealismo, quer dizer, a luta por um mundo melhor para todos.

A pesquisa, segundo o relato da colega Marina Novaes, ouviu mais de 3 mil jovens entre 18 e 24 anos em 173 cidades do país. Um terço deles são considerados "sonhadores" e três quartos mostram-se otimistas em relação ao futuro do Brasil. Que mais um país poderia querer dos seus jovens?

Apenas 5% dos jovens escolheram a prioridade "ficar rico". O velho sonho da minha geração, comprar a casa própria, hoje é o objetivo principal de apenas 15%. Mais da metade, 55% dos entrevistados, achou mais importante "a formação profissional e emprego na área escolhida".

Resultado: para a nova geração, o Brasil deixou de ser o "país do futuro" e passou a ser o "país do presente".

Como pai de duas jovens senhoras bem sucedidas pessoal e profissionalmente, e avô de três belíssimos netos, só posso ficar contente e com as esperanças renovadas depois de ler esta pesquisa. Viva o Brasil!

Zero Hora Online - 2011-06-13

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Mais da metade dos jovens sonha em se formar e ter um emprego, aponta pesquisa

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa "O Sonho Brasileiro", que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

- Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: Qual o seu maior sonho? e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém - explica Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.

Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).

Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%). O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor.

Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.
- É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo - diz Carla.

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

- O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu - afirmou a pesquisadora.

A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.

SóNotícias - 2011-06-13

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Mais da metade dos jovens sonha em se formar e ter emprego, aponta pesquisa

Fonte: Agência Brasil

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa O Sonho Brasileiro, que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.


"Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: "Qual o seu maior sonho?" e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém", explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.


Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).


Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).


O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.

"É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo", disse Carla.


O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

"O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu", afirmou a pesquisadora.


A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.

R7 - 2011-06-13

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Quase 90 dos jovens têm orgulho de ser brasileiros

Um estudo inédito divulgado nesta segunda-feira (13) em São Paulo mostra que 9 em cada 10 jovens (89%), com idades entre 18 e 24 anos, têm orgulho em ser brasileiros. De acordo com o levantamento, que ouviu mais de 3.000 pessoas de 173 cidades do país, a geração atual é "sonhadora" - segundo avaliação de 34% dos entrevistados - e otimista em relação ao futuro do Brasil (75%).

A pesquisa Sonho Brasileiro, que levou mais de um ano para ser concluída, revela também que os jovens brasileiros querem transformar o mundo em um lugar melhor: 90% disseram querer exercer uma profissão que ajude a sociedade; 28% sonham com "oportunidades para todos"; 18% desejam menos violência; e 13% almejam o fim da corrupção.


Entretanto, diferentemente do que ocorria nos anos 1970 - quando o Brasil vivia a ditadura militar -, os jovens de hoje sabem que podem trabalhar por uma causa coletiva e buscar seus sonhos pessoais, como avalia Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824 (agência especializada em mapear tendências de comportamento), que realizou o estudo em parceria com o instituto Datafolha.


- Hoje, 50% dos jovens brasileiros se conectam mais com discursos coletivos que individualistas. [...] Isso mostra que o jovem concorda que tem um papel de transformar a sociedade, ou seja, ele entende que o que é mais aceitável socialmente é ser mais 'coletivo'.


Isso ajuda a entender porque apenas 5% dos jovens elegeram como prioridade "ficar rico", e porque o sonho da casa própria está no topo da lista de somente 15%. Ao serem questionados sobre seus sonhos individuais, 55% dos entrevistados optaram pela educação e escolheram como prioridade "a formação profissional e emprego na área escolhida".


Grana e carreira

O modo como os jovens encaram a carreira é um dos principais "pontos de conflito" em relação à geração dos pais deles, quando a estabilidade financeira estava no topo da lista de desejos. Isso não quer dizer, porém, que os brasileiros perderam o desejo de conquistar dinheiro, apenas mostra que coisas como "realização pessoal" e preocupação social ganharam maior importância, observa Milanez.


- Nós saímos de uma geração muito preocupada com sucesso, estabilidade, em ficar rico logo, etc. Mas, se for pensar no contexto do país, nós tínhamos uma instabilidade econômica muito forte, então havia a noção de que era necessário, antes de tudo, sobreviver. [...] A partir do momento em que nós temos uma economia mais estável, é possível pensar em outros objetivos.


Enquanto 34 % dos jovens classificam a geração atual como "sonhadora", outros 31% a definiram como "consumista". Neste sentido, 91% disseram acreditar que as pessoas consomem mais do que precisam e 9% têm medo de ganhar muito dinheiro e ficar infelizes.


A percepção sobre o Brasil também mudou. Para a geração atual, o Brasil já não é mais o "país do futuro", e sim o país "do presente". Em cinco anos, porém, os brasileiros viverão no "país da esperança", como apostam 46% dos entrevistados.

Propaganda & Marketing Online - 2011-06-13

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Projeto analisa perfil do jovem brasileiro

Os jovens de 18 a 14 anos apresentam orgulho em ser brasileiro o otimismo quanto ao futuro do País, de acordo com o Projeto Sonho Brasileiro, divulgado nesta segunda, 13, pela Box1824, empresa com atuação no mapeamento de tendências de comportamento. A nova geração demonstra também um comportamento mais coletivo e atuante na sociedade.

89% dos jovens disseram ter orgulho do país, enquanto 11% afirmaram ter vergonha. E 75% pensam que o Brasil está mudando para melhor. De acordo com Gabriel Milanez, sociólogo, o resultado reflete dois aspectos: "Pelo viés interno, o Brasil está melhor do que no passado, é um lugar onde as coisas são possíveis; e pelo lado externo, o mundo está reconhecendo o País", diz. Entre os quesitos de projeção, somente o confronto entre e ética e corrupção é pessimista. 43% dos participantes analisam que nação estará mais próxima da corrupção nos próximos anos do que da ética, que ficou com 38%.

De acordo com o projeto, a nova juventude tem "drivers", como hiperconexão, não-dualismo e micro-revoluções que os diferem das gerações que vieram antes. Com isso, fogem de conceitos como bipolarização e acreditam, 92%, em ações pequenas que aos poucos vão transformando a realidade das pessoas. A "Brasília política", como denominam a "política velha" já não diz muito para eles, em um cenário em que 59% afirmam não ter partidos políticos e 83% analisam que os políticos se afastaram da essência da atividade da política.

Essa postura também reflete no universo do consumo, em um quadro em que os jovens consideram que demanda elevada, como explica Milanez. "O consumo para eles é uma atitude política. Têm uma visão mais crítica das empresas e cobrem um papel social delas. Eles não esperam marcas que se posicionem pelo discurso, mas que ajam. E transparência é uma palavra muito forte, no âmbito do governo ou da empresas".

A pesquisa chegou também ao que se denominou de "transformadores" ou "jovens-pontes", pessoas que se caracterizam por agir nas mais diversas áreas, seja em projetos de sócioeducativos, cultura ou economia comunitária. "Todos eles acreditam que estão transformando a sociedade. Se pegarmos estas micro-revoluções teremos um impacto muito grande", defende Carla mayumi, sócia da Box1824. 8% dos entrevistados se encaixam neste perfil, o que significaria 2 milhões de jovens, se aplicado o percentual ao total de brasileiros com faixa etária de 18 a 24, cerca de 26 milhões, segundo dados do IBGE.

A pesquisa, na fase quantitativa realizada pelo Datafolha, entrevistou 1784 pessoas de 173 cidades em 23 estados do Brasil, com perfis sociais distintos, das classes A a E. Na fase qualitativa, foram entrevistos jovens, das classes A, B e C, que residem nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre.

O estudo recebeu patrocínio das marcas Itaú e Pepsi, além do apoio de mídia da Globo. A partir do dia 20 de junho, todo o material será disponibilizado no site osonhobrasileiro.com.br.

Por Marcos Bonfim

O Povo - 2011-06-13

impresso

O sonho de mais da metade dos jovens brasileiros é o de se formar e ter um emprego

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa O Sonho Brasileiro, que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

'Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: 'Qual o seu maior sonho?' e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém', explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.

Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).

Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).

O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.

'É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo', disse Carla.

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

'O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu', afirmou a pesquisadora.

A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.

Agência Brasil

O Popular Online - 2011-06-13

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Jovem está menos individualista

Sonhador, consumista, responsável, batalhador e comunicativo. Em cinco adjetivos, é assim que os jovens, hoje, se autodefinem. E mais: em contraposição às representações individualistas associadas às gerações dos anos 80 e 90 - focadas na busca por sucesso profissional e retorno financeiro -, a necessidade de respeito e valorização do coletivo cresce na geração atual.

Esse é o cenário apresentado pela pesquisa O Sonho Brasileiro, realizada - em parceria com o Datafolha - com mais de 1,5 mil jovens na faixa etária entre 18 a 24 anos, cujos resultados começaram a ser divulgados ontem pela empresa
Box 1824, especialista no mapeamento de comportamento. Chamou a atenção o fato de que 50% dos jovens estão mais conectados a discursos coletivos do que individualistas (veja quadro) .

"O estudo teve como objetivo identificar os elementos em comum dos sonhos individuais e coletivos desse público, e delinear os impactos e perspectivas de suas ações", diz o sociólogo Gabriel Milanez, um dos responsáveis pelo levantamento. O especialista avalia como um dos pontos de destaque da pesquisa "o orgulho de ser brasileiro" apontado pela maioria dos entrevistados. "Trata-se de uma geração mais otimista, mas pragmática", diz.

Nesse aspecto, ele lembra que a atual geração cresceu num País economicamente estável, sem sofrer um golpe militar ou ouvir que o Brasil é um País subdesenvolvido.

Com relação ao engajamento nas causas sociais, 70% dos jovens entre 18 e 24 anos entrevistados alegam ter vontade de participar de projetos comunitários, sobretudo nas áreas de Cultura/Arte e Meio Ambiente. Outro dado significativo: 77% dos entrevistados acreditam que o seu bem-estar depende do bem-estar da sociedade.

"Há uma mudança de foco do jovem na forma de fazer a transformação social", destaca o sociólogo Gabriel Milanez. "Em gerações anteriores, acreditava-se que essa mudança deveria ocorrer, apenas, a partir da política, em uma revolução, de uma maneira mais ampla. Hoje, para a atual geração, tudo tem reflexo e pode levar à transformação, como a cultura e o meio ambiente", acrescenta. O pesquisador cita, como marca dos jovens dos anos 2000, a interdependência entre o coletivo e o individual.

Vontade de ser útil

É exatamente esse o perfil do estudante universitário João Damasio da Silva Neto, de 20 anos, que, desde os 14, está envolvido com a causa ambiental. Para completar, nos últimos dias, assumiu também o compromisso de participar de uma chapa na disputa pelo Centro Acadêmico (C.A.) na faculdade em que cursa Jornalismo.

"Acho que é uma vontade natural de ser útil, de ocupar um espaço que acredito ser muito importante", diz o jovem, atestando que, em sua vida, não costuma separar o individual do coletivo: "Há, sim, como aliar as duas coisas; elas estão relacionadas".

Segundo João, atuar, engajar-se, fica muito mais fácil com a internet, presente de forma incisiva na atual geração. "A internet é o instrumento básico. Essa mobilidade, cotidiana, na minha opinião, tem muito de responsável nesse contexto", pondera.

Liliana Alves dos Santos, de 19 anos, que diz atuar "de forma independente" pela cultura em Goiás, participa praticamente de todas as manifestações realizadas na área, como o movimento pela ativação do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Ela concorda que a internet é uma grande aliada. "É instantâneo, imediato. Não tem desculpa para não ficar sabendo do que acontece ao seu redor e agir", sustenta a jovem, vestibulanda de Artes Cênicas. Os resultados da pesquisa O Sonho Brasileiro estará disponível a partir do próximo dia 20, no site www.osonhobrasileiro.com.br.

Midia Max News - 2011-06-13

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Pesquisa mostra quais os sonhos dos jovens brasileiros

O maior desejo de 55% dos jovens brasileiros quando se fala de trabalho é ter a "profissão dos sonhos". Nove em cada dez gostariam de ter uma profissão que ajudasse a sociedade. É o que aponta o estudo o 'O Sonho Brasileiro', feito com cerca de 3 mil jovens de 18 a 24 anos de todo o País, e procura dá um panorama das expectativas destes jovens para o futuro.

Segundo a pesquisa, a possibilidade de construir uma carreira é o aspecto mais importante, seguido de ter carteira assinada. Os dois itens são mais importantes do que salário e encontrar uma profissão com perfil de futuro. Entre as pessoas ouvidas, 47% pertencem à classe C, seguida de 33% da B e 17% das classes D e E.

O estudo, realizado nos últimos 18 meses em 23 estados brasileiros procurou investigar as relações que esta parcela da população tem com questões como trabalho, política, economia, religião e família. Além disso, números como 89% têm orgulho em serem brasileiros e 75% acreditarem que o País está mudando para melhor, dão tom otimista ao trabalho.

Já na área da Educação, os participantes dizem que quando se fala em ensino superior, o diploma ainda é muito atraente e importante. "Dentro dos 79% que não estão no ensino superior, 77% têm intenção de cursar, há um desejo muito forte. Há uma valorização da sociedade, é algo necessário para inclusão", enfatiza o sociólogo Gabriel Milanez, um dos autores do estudo.

O jovem acredita que a mudança deve partir dele e a transformação social só é possível a partir da ação de pessoas. Mas para isso acontecer é necessário estimular a educação e formação para que possam exercer esse papel.

"Hoje, posso dizer que estou muito feliz em poder transmitir conhecimento. Eu tento tirar a ideia consumista dos meus alunos. Trabalho propaganda, consumo, relações sociais. O pouco que eu puder ampliar na cabeça deles, mostrar que o mundo não é shopping, eu fico feliz", conta a carioca Sara Zarucki, de 23 anos, formada em Ciências Sociais.

No entanto, os dados colhidos revelam que acessam conhecimento de maneira informal, especialmente através da internet. O estudo aponta que 82% esperam que escolas e universidades valorizem mais as experiências que trazem de suas vidas. "Este jovem começa a procurar conhecimento fora da escola. Há também uma abertura a outras fontes de conhecimento. Mas uma coisa não exclui a outra", afirma Milanez.

Para 81% desses jovens brasileiros tradições populares são tão importantes quanto escolas para repassar conhecimento. O estudo aponta uma grande valorização das tradições e dos saberes informais. Esta geração já não vê muito sentido em acumular sozinho o conhecimento, ele deve circular, pois se ficar estagnado ou acumulado perde seu valor. 

Meio e Mensagem - 2011-06-13

impresso

Jovens querem mudar o mundo em ações cotidianas

Com mais de mil entrevistas, a pesquisa Sonho Brasileiro, comandada pela Box 1824, procurou decifrar o que pensam os jovens do País. Para 92% deles, será a soma de pequenas ações cotidianas que conduzirão a mudanças amplas no mundo. Os questionários se concentraram nos jovens de 18 a 24 anos, das classes A, B e C. "A gente percebeu que dinheiro público é desviado sistematicamente em todos os âmbitos. Eles governam tendo como direção suas próprias demandas. Uma coisa importante é atuar independente disso'; diz um dos entrevistados.

Jornal do Commercio Oline - 2011-06-13

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Geração 21

O estudo Sonho Brasileiro, que será apresentado hoje, em São Paulo, revela que mais de 80% dos jovens com idade entre 19 e 24 anos têm orgulho de ser brasileiro. A pesquisa, da Box1824, empresa de estudo global focada no mapeamento de tendências de comportamento, e do Datafolha, ouviu três mil jovens de todas as classes sociais. Para eles, que não conviveram com termos como inflação e overnight, a situação do país melhora a cada dia.

Jornal de Brasília - 2011-06-13

impresso

Mais da metade dos jovens sonham em se formar e ter um emprego

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa O Sonho Brasileiro, que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.


Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: 'Qual o seu maior sonho?' e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém', explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.


Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).


Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).


O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.

'É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo', disse Carla.


O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.


'O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu', afirmou a pesquisadora.


A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.


Fonte: Agência Brasil

Jornal do Brasil Online - 2011-06-13

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Mais da metade dos jovens sonham em se formar e ter um emprego

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa O Sonho Brasileiro, que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

'Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: 'Qual o seu maior sonho?' e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém', explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.


Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).


Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).


O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos. 'É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo', disse Carla.


O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.


'O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu', afirmou a pesquisadora.


A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.

Folha de S. Paulo - 2011-06-13

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Internet é arma política para 71 dos jovens

Descontentes com as instituições políticas tradicionais, os jovens brasileiros consolidaram a internet como instrumento alternativo para mobilização social, mostra pesquisa feita pelo Datafolha em parceira com a agência de publicidade Box.


Para 71% dos entrevistados, é possível fazer política usando a rede sem intermediários, como os partidos.
O dado, segundo especialistas ouvidos pela Folha, revela um esgotamento do modelo tradicional de mobilização e impõe um desafio aos que pretendem assumir a representação dos jovens.


A pesquisa compreendeu uma fase qualitativa, a que se seguiu um painel quantitativo. Neste, foram entrevistados 1.200 jovens com idade entre 18 e 24 anos, em cidades de quatro regiões do país.


"Esse jovem pensa a política de forma menos hierárquica e mostra uma descrença em relações às instituições formais, como partidos ou governo", diz Gabriel Milanez, pesquisador da Box.


O sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que "a juventude se comunica diretamente". "Ela salta instituições. É preciso uma liderança que faça a ponte entre a sociedade e a necessidade de organização institucional", disse à Folha.


Exemplos desse "salto" ficaram frequentes no noticiário dos últimos meses.


No Egito, por exemplo, a imagem da praça Tahrir tomada por manifestantes organizados pela internet tornou-se símbolo da queda do ex-presidente Hosni Mubarak. No Brasil, em proporção ainda reduzida, o poder de mobilização das redes sociais também já aparece.


Por fora dos partidos e das organizações tradicionais da juventude, organizaram-se protestos como as marchas da Maconha e da Liberdade, assim como o Churrascão da Gente Diferenciada, contra moradores de Higienópolis, na capital paulista, que fizeram oposição à construção de uma estação de metrô.


Para o professor de filosofia da USP Vladimir Safatle, são eventos que apontam para um momento de transição.
"A forma partidária chegou a um esgotamento e as demandas vão se expressar de uma nova forma. Há, no entanto, uma questão em aberto, que diz respeito a como a sociedade vai se organizar a partir daí", diz.


Marco Magri, um dos coordenadores da Marcha da Maconha e ativista de outros movimentos organizados pela rede, reconhece a "falência" do que chama de "política institucional". "O descontentamento com esse modelo se reflete no tamanho das mobilizações que anônimos conseguem promover."


"Essa política tradicional está fadada a perder espaço. E a nós caberá o desafio de levar aqueles que se mobilizam na internet às ruas, que é o que provoca algum resultado", avalia.


(Daniela Lima)

Diário de Pernambuco - 2011-06-13

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Mais da metade dos jovens sonham em se formar e ter um emprego, aponta pesquisa

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa O Sonho Brasileiro, que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

'Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: Qual o seu maior sonho?` e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém', explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.

Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).

Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).

O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.

'É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo', disse Carla.

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

'O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu', afirmou a pesquisadora.

A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.

Da Agência Brasil

Diário do Grande ABC - 2011-06-14

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Jovens sonham com emprego e casa própria

Entre tantos sonhos idealizados pelos jovens brasileiros lideram a lista conquistar formação profissional e emprego seguido pela casa própria. Os desejos foram apontados por 55% e 15% da população com idade entre 18 e 24 anos ouvidos pelo Datafolha e a agência de publicidade Box1824.

"Independentemente da classe social do jovem, o interesse em cursar o Ensino Superior é bastante forte. Esse desejo foi sinalizado por 79% das classes A e B. No estrato C, chega a 77% e na base da pirâmide a 74%", detalha o pesquisador da agência, Gabriel Milanez.

Foram ouvidos 3.000 jovens em pesquisas qualitativas e quantitativas em cidades de quatro regiões do País. Apenas 9% deles apontaram ficar rico ou ter estabilidade financeira como principal sonho individual. Fatia de 6% sinalizou família e 3% colocaram a aquisição de bens materiais como carro, moto e eletrodomésticos em primeiro lugar.

Para a estudante de Direito andreense Carolina Diniz Costa, 23 anos, o objetivo é realizar o sonho da casa própria. Desempregada e grávida, ela não vê a hora de comprar seu imóvel destinar os R$ 550 mensais gastos com aluguel para outras finalidades. "Estou aguardando o bebê nascer para ver como a situação ficará." Por enquanto, a estudante faz bicos para complementar a renda familiar de R$ 1.500, proveniente do trabalho do marido. Ela consegue engordar o orçamento em até R$ 300 fazendo doces e roupas de lã.

Carolina aponta como segundo desejo voltar a trabalhar na área de atuação. A estudante acredita que a situação vai melhorar a partir do ano que vem. O levantamento aponta ainda que 41% dos jovens querem satisfação no trabalho enquanto 39% querem salário maior.



PROFISSÃO

Ter negócio próprio ocupa preferência no quesito 'a profissão dos sonhos' entre os entrevistados. Ser administrador, empreendedor, ou montar o próprio negócio se destacam. Médico, engenheiro e advogado também foram bem citadas. "O jovem que vive em um mundo múltiplo, permitindo que eles encontrem mais possibilidades que as gerações passadas", observa Milanez.

Bem Paraná - 2011-06-13

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Mais da metade dos jovens sonham em se formar e ter um emprego

O grande sonho individual do jovem brasileiro é ter uma boa formação profissional e um emprego, seguido pelo desejo de ter a casa própria e dinheiro. Foi o que apontou a pesquisa O Sonho Brasileiro, que procurou mapear o que querem os mais de 26 milhões de jovens de 18 a 24 anos que vivem no país.

'Existem alguns sonhos, mas a gente vê que existe uma vontade de ter um sonho comum para a nação, um sonho positivo onde se projeta o futuro do Brasil. Mas existem os sonhos declarados. A gente fez a pergunta: 'Qual o seu maior sonho?' e viu que, no nível mais individual, o grande sonho está ligado à formação e ao estudo, em estudar para ser alguém', explicou Carla Mayumi Albertuni, pesquisadora e sócia da Box1824, empresa responsável pelo estudo e que faz mapeamento de tendências de comportamento na sociedade.

Na resposta sobre o sonho de cada um, o resultado foi que 55% das respostas eram relacionadas à formação profissional e ao emprego, 15% ao desejo da casa própria e 9% à família. Já entre os sonhos coletivos, para 31% dos jovens os sonhos estão relacionados à reparação de situações como a violência e a corrupção. Eles se preocupam com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).

Outra parte desses jovens (28%) tem sonhos de realização, ou seja, espera que o Brasil melhore nas questões envolvendo emprego (10%), igualdade social (10%) e educação (8%) e que dê fim à miséria (8%).

O jovem hoje também está mais orgulhoso de ser brasileiro. Cerca de 89% dos entrevistados afirmaram ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 75% disseram que o Brasil está mudando para melhor. Essa visão mais positiva com relação ao país, segundo a pesquisadora, é também consequência da maior estabilidade econômica atravessada pelo país nos últimos anos.

'É um jovem que já não se preocupa com inflação e com grandes questões econômicas. O que está mais preocupando ele atualmente é a política, mas economicamente ele já nasceu num país que está acontecendo', disse Carla.

O estudo também apontou que 92% dos jovens acreditam que suas ações podem mudar a sociedade, mas apontou uma descrença na política institucionalizada. Segundo a pesquisa, 59% dos jovens afirmaram não ter nenhum partido político de preferência e 83% deles acreditam que a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas é causadora dos problemas mais graves do país.

'O que vemos é uma descrença na política institucionalizada e o começo de um sentimento de que as coisas podem acontecer a partir das próprias pessoas e de que não se precisa esperar que as coisas caiam do céu', afirmou a pesquisadora.

A pesquisa foi feita em duas etapas. A primeira foi qualitativa, com 1,2 mil abordagens a jovens das classes A, B e C, entre 18 e 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. A segunda etapa foi quantitativa e pegou uma amostra representativa de toda a população jovem brasileira dessa faixa etária. Nessa fase, foram entrevistados 1.784 jovens, de todas as classes sociais, em 173 cidades de 23 estados brasileiros.

Meio & Mensagem Online - 2011-06-03

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A hora dos transformadores

"Um dia nos perguntamos: qual é o propósito da nossa empresa? Buscamos um propósito que transcendesse nossos interesses pessoais. Descobrimos que esse propósito era doar o que temos de melhor e isso para nós significa fazer pesquisa, trazer perguntas, convidar as pessoas a refletir."

Foi assim que começou, na última terça-feira, no primeiro dia de junho, a apresentação do "Sonho Brasileiro", projeto anunciado pela Box1824 durante o primeiro TEDxSP há cerca de 18 meses.

Durante um ano e meio, os "boxers" falaram com 2.900 jovens de 18 a 24 anos, em 173 cidades brasileiras, construindo não apenas um retrato dessa geração, mas identificando qual o zeitgeist, o espírito desse tempo, que provavelmente determinará o mood dessa segunda década do segundo milênio.

Mas o que aconteceu de mais importante na última terça, do meu ponto de vista, não foi a apresentação dos resultados da pesquisa. O mais importante foi a atitude ousada de pessoas que acreditam que podem contribuir para a transformação da realidade através daquilo que fazem todos os dias: a Box investiu equipe, horas de trabalho e 1/3 do que ganhou em 2010 na execução desse projeto, que será doado ao Governo Brasileiro e disponibilizado ao público em geral através de um site, que poderá ser consultado e compartilhado por milhões de pessoas em todo o mundo. 

Como várias outras ideias bacanas, o "Sonho" teve poucos patrocinadores: Pepsi e Itaú, além do apoio da Rede Globo - que em breve deverá começar a divulgar os resultados e a convidar as pessoas a compartilhá-los. Quem apostou nessa ideia deu uma importante demonstração de visão e inteligência.

Ao se perguntar qual era o propósito da marca que criaram, os sócios da Box1824 deram um importante exemplo. Todas as marcas deveriam sentar e se fazer a mesma pergunta. Uma questão que vai além dos já conhecidos conceitos sobre visão, essência e valores. O propósito de uma marca fala sobre sua razão de ser, sobre aquilo que você só consegue descobrir quando sabe quem você é.

Ao descobrir seu propósito, a Box encontrou uma atitude capaz de construir reputação e com potencial para criar uma maior interação entre a marca, seus clientes e as centenas de pessoas que são fonte das dezenas de relatórios sobre comportamento que a empresa produz por ano.

Os "meninos" da Box escolheram agir no lugar de fazer discurso e terminaram sendo tão transformadores quanto os jovens que pesquisaram - e que fecharam a apresentação deixando um recado: "O sonho brasileiro não busca um destino exato. Não somos um país que luta por um ponto de chegada, nós vivemos o prazer de percorrer e celebrar o caminho".

Depois de tudo isso, eu voltei pra casa celebrando o caminho aberto por uma empresa que resolveu descobrir e colocar seu propósito em prática e acreditando, ainda mais, que agir influenciando o mundo positivamente é um ótimo jeito de construir marcas.

Ana Paula Cortat é vice-presidente de estratégia do Grupo Isobar no Brasil

Planeta Sustentável - 2011-06-28

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Eles não querem só dinheiro

Uma pesquisa mostra que, para os jovens de 18 a 24 anos, satisfação pessoal e relevância social já são aspectos mais importantes no trabalho do que altos salários 


Os três jovens paulistas da foto ao lado compartilham o mesmo sonho. Patrick de Queiroz Bertoldo tem 20 anos, estuda comércio exterior no Senac, em São Paulo, e faz estágio na IBM. Bruno Barbosa de Araujo, de 23 anos, é presidente da fabricante de instrumentos musicais Echo Music. Aos 22, Thiago Vinícius da Silva é fundador e analista de crédito do Banco Comunitário União Sampaio, no Jardim Maria Sampaio, na extrema zona sul da capital. São histórias de vida diferentes, mas os três dizem desejar, por meio do trabalho, fazer do Brasil um país melhor. Jovens costumam ser sonhadores, às vezes utópicos, e coletivistas - um comportamento que tende a mudar tão logo as responsabilidades da maturidade e do mercado de trabalho se impõem. Mas, ao que tudo indica, a nova geração que começa agora a entrar nas empresas tem algo diferente.

Um estudo feito pela agência de pesquisas Box1824 e pelo Datafolha revela que Patricks, Brunos e Thiagos podem ser encontrados em todos os cantos do país. Depois de entrevistar mais de 3 000 pessoas de 18 a 24 anos em bares, parques e universidades, os pesquisadores descobriram que 90% dos jovens brasileiros querem um trabalho que contribua com a sociedade. Além disso, apenas quatro em cada dez entrevistados apontam o salário como fator principal na hora de escolher um emprego. Ascender rapidamente e ganhar muito dinheiro já não é prioridade para uma enorme fatia da chamada geração Y, formada pelos nascidos a partir da década de 80. "A pesquisa reflete um momento de otimismo inédito no país", diz Carla Mayumi, sócia da Box1824. "Os jovens querem fazer sua parte para melhorar a sociedade e já não têm tanta pressa em ficar ricos, como era a regra há pouco tempo."

Para essa garotada, o tamanho ou a história das organizações não faz diferença na hora de escolher um trabalho. "Essa é a primeira geração que prefere avaliar os valores das companhias", afirmam as psicólogas americanas April Perrymore e Nicole Lipkin, no livro A Geração Y no Trabalho. "Eles já agem assim na hora de escolher produtos num supermercado. Imagine para decidir onde querem trabalhar!" Para a maioria das empresas, essa visão "paz e amor" é um tremendo desafio, já que instrumentos de atração e manutenção de talentos utilizados até agora têm pouco - ou nenhum - efeito sobre os jovens. "As empresas que não conseguirem mostrar sua contribuição à sociedade terão muita dificuldade para atrair gente boa", afirma Paulo Mendes, sócio da empresa de recrutamento 2Get.

VOLUNTARIADO
Uma das formas mais simples de engajar e motivar essa geração é dar espaço para que participe de trabalhos voluntários. Em 2008, a IBM criou um projeto global de voluntariado, batizado de Corporate Service Corps. Em três anos, 117 estrangeiros vieram ao Brasil para trabalhar em 36 ONGs locais - e 59 brasileiros embarcaram para países como África do Sul, Gana e Vietnã. Lá fora, os brasileiros desenvolveram projetos em que aproveitavam sua experiência profissional para ajudar a organizar a administração e os sistemas de tecnologia de ONGs-. Neste ano, para comemorar seu centenário, a IBM convidou todos os seus funcionários no Brasil a se engajar em projetos sociais. Bertoldo, há um mês na empresa, candidatou-se para liderar um projeto que vai selecionar 35 jovens de baixa renda no Brasil para viajar a Washington e se encontrar com a primeira-dama americana, Michelle Obama, em 2012. "Faço trabalho voluntário desde os 12 anos e acho ótimo poder continuar a ajudar dentro de uma grande empresa. Além disso, se o projeto for bem-sucedido, posso ganhar reconhecimento e dar impulso à minha carreira", diz Bertoldo.

Entregar projetos inteiros - com começo, meio e fim - para essa garotada aparece cada vez mais como uma das maneiras de mantê-la motivada. O levantamento da Box1824 e do Datafolha revela que, para 41% dos jovens, satisfação é o item mais importante do trabalho - e não há nada mais excitante para eles do que ser donos do próprio nariz. "Os jovens não dão muita bola para cargo ou salário, mas, se você oferecer um projeto em que acreditem, eles darão o sangue", diz Maria Tereza Fleury, professora da Fundação Getulio Vargas. Em 2010, a Kimberly-Clark fez uma pesquisa com seus funcionários, trainees e estagiários de até 25 anos. Descobriu que 46% deles haviam saído do emprego anterior por falta de desafios. Para tentar evitar uma debandada, a Kimberly definiu neste ano que cada estagiário seria responsável por tocar um projeto. O paulistano Rafael de Alencar, por exemplo, tem 22 anos e já soma dois projetos finalizados. No primeiro, ainda durante o estágio, encontrou um novo material para substituir a madeira nos pallets da fábrica de Mogi das Cruzes, em São Paulo, que diminuiu os custos com material em 25%. Recentemente, entregou um programa que calcula o mix ideal de produtos a ser vendidos, por região. "Quero chegar à presidência um dia, e a melhor forma de mostrar meu potencial é liderando meus projetos", diz ele.

TRABALHAR, PROSPERAR, CURTIR : Uma pesquisa Box1824/ Datafolha com quase 3 000 jovens brasileiros de 18 a 24 anos mostra que satisfação e relevância social já são tão importantes quanto dinheiro na hora de escolher uma carreira Veja infográfico

Para essa nova geração, que não busca a segurança das grandes empresas e quer ser dona do próprio nariz, o empreendedorismo surge como uma opção às carreiras tradicionais. A FGV de São Paulo, por exemplo, calcula que hoje pelo menos 30% de seus alunos querem abrir um negócio - um percentual recorde em sua história. "Empreender é a forma mais lógica de liderar um projeto realmente desafiador", diz Amisha Miller, gerente de pesquisa da Endeavor, ONG de apoio ao empreendedorismo. O paulistano Bruno Barbosa de Araujo é um exemplo desse novo perfil. Filho do fundador de uma fábrica de dobradiças, aos 23 anos ele já criou três negócios. O mais recente é uma fábrica de instrumentos musicais de madeira certificada e componentes reciclados, a Echo Music. Criada com o colega de faculdade e músico Eduardo Medeiros, a Echo Music vende pela internet guitarras, baixos e violões que custam até 6 000 reais - a previsão é que até 2012 o faturamento alcance quase 7 milhões de reais.

Evidentemente, para os jovens das classes C, D e E é mais difícil pensar em ajudar a sociedade ou liderar projetos pessoais quando a maior preocupação ainda é com o próprio sustento. Mas a pesquisa da Box1824 e do Datafolha revela que mesmo nesse universo apenas um terço dos jovens acha que salário é prioridade. O que importa mesmo é a relevância do trabalho. Veja o exemplo de Thiago Vinícius da Silva. Aos 18 anos, ele desistiu de uma bolsa para cursar administração na PUC para se dedicar a trabalhos voluntários no Jardim Maria Sampaio, na periferia de São Paulo, onde mora. Em 2009, ajudou a fundar o Banco Comunitário União Sampaio, que oferece crédito a moradores da região. Os empréstimos podem ser em reais, ou em "sampaios", uma espécie de moeda aceita por 30 comerciantes do bairro. A inspiração, segundo Thiago, veio do Grameen Bank, fundado por Muhammad Yunus em 1983. "Esses jovens têm um número muito maior de possibilidades do que seus pais", diz Mendes, da 2Get. "E, para continuar atraentes, as empresas terão de descobrir o que é capaz de satisfazê-los."

Estadão - 2011-06-13

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Pesquisa mostra quais os sonhos dos jovens brasileiros

O maior desejo de 55% dos jovens brasileiros quando se fala de trabalho é ter a "profissão dos sonhos". Nove em cada dez gostariam de ter uma profissão que ajudasse a sociedade. É o que aponta o estudo o 'O Sonho Brasileiro', feito com cerca de 3 mil jovens de 18 a 24 anos de todo o País, e procura dá um panorama das expectativas destes jovens para o futuro.


Segundo a pesquisa, a possibilidade de construir uma carreira é o aspecto mais importante, seguido de ter carteira assinada. Os dois itens são mais importantes do que salário e encontrar uma profissão com perfil de futuro. Entre as pessoas ouvidas, 47% pertencem à classe C, seguida de 33% da B e 17% das classes D e E.


O estudo, realizado nos últimos 18 meses em 23 estados brasileiros procurou investigar as relações que esta parcela da população tem com questões como trabalho, política, economia, religião e família. Além disso, números como 89% têm orgulho em serem brasileiros e 75% acreditarem que o País está mudando para melhor, dão tom otimista ao trabalho.


Já na área da Educação, os participantes dizem que quando se fala em ensino superior, o diploma ainda é muito atraente e importante. "Dentro dos 79% que não estão no ensino superior, 77% têm intenção de cursar, há um desejo muito forte. Há uma valorização da sociedade, é algo necessário para inclusão", enfatiza o sociólogo Gabriel Milanez, um dos autores do estudo.


O jovem acredita que a mudança deve partir dele e a transformação social só é possível a partir da ação de pessoas. Mas para isso acontecer é necessário estimular a educação e formação para que possam exercer esse papel.


"Hoje, posso dizer que estou muito feliz em poder transmitir conhecimento. Eu tento tirar a ideia consumista dos meus alunos. Trabalho propaganda, consumo, relações sociais. O pouco que eu puder ampliar na cabeça deles, mostrar que o mundo não é shopping, eu fico feliz", conta a carioca Sara Zarucki, de 23 anos, formada em Ciências Sociais.

No entanto, os dados colhidos revelam que acessam conhecimento de maneira informal, especialmente através da internet. O estudo aponta que 82% esperam que escolas e universidades valorizem mais as experiências que trazem de suas vidas. "Este jovem começa a procurar conhecimento fora da escola. Há também uma abertura a outras fontes de conhecimento. Mas uma coisa não exclui a outra", afirma Milanez.


Para 81% desses jovens brasileiros tradições populares são tão importantes quanto escolas para repassar conhecimento. O estudo aponta uma grande valorização das tradições e dos saberes informais. Esta geração já não vê muito sentido em acumular sozinho o conhecimento, ele deve circular, pois se ficar estagnado ou acumulado perde seu valor.